Para a Reuters e outras agências internacionais, algo não se encaixa nas publicações sobre o escândalo da Petrobras. Os questionamentos se acentuaram após a ex-diretora executiva da estatal, Maria das Graças Foster, afirmar que não tinha nenhum conhecimento do esquema de #Corrupção, que há alguns anos vinha sendo realizado na empresa.

Ao declarar que a Petrobras não pode ser responsabilizada pelos atos de um pequeno grupo de indivíduos, que subverteram os controles internos, a credibilidade deu lugar para uma descrença que, para alguns, beira a revolta contra a hipocrisia com a qual o #Governo vem encarando o caso.

Ao afirmar que gostaria que tudo fosse mentira e que nunca houvesse acontecido qualquer suborno, quem sabe a ex-diretora esteja abrindo caminho para que alguma jogada política traga uma guinada de 360 graus na situação.

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Seria uma peça política para nenhum Goebels (ministro da propaganda do terceiro Reich) colocar defeito.

Ao tentar legalizar doações políticas que não passam de empréstimos disfarçados, cobrados a juros extorsivos que nenhum agiota seria capaz de praticar, se está tentando reviver técnicas políticas utilizadas por uma esquerda decadente, sem que isto venha a exaltar uma direita, que também é decadente e aproveitou, sem nenhuma dignidade, das sobras da mesa, onde os comensais eram de diversos e diferentes partidos. Estes empréstimos mais parecem acordos nos quais os políticos vendem suas almas ao diabo.

É o caso de parafrasear o líder e dizer: nunca antes neste país se viu um volume tão grande de corrupção, mentira e hipocrisia do falso sorriso, mostrado em frente às câmeras de televisão ante atônitos bobos da corte.

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Resta, para alguns, a tristeza de constatar que mudanças apenas trocarão as moscas, o que mudou foi a cultura de um país onde o pai recomenda ao filho, que vai em uma festa, que fique perto da mesa onde estão o bolo e os docinhos. Ele deve ir com aquela calça e blusão com bolsos grandes e ficar atento à chamada ou aproveitar enquanto todos cantam parabéns, para encher os bolsos.

Assim, quando estas pessoas crescerem, não terão nenhuma vergonha de guardar dinheiro em cuecas e calcinhas, ou de rezar para agradecer o recebimento de dinheiro da corrupção, em uma "corrente de amor", sabe-se lá a qual divindade. Homologar alguma outra bolsa não convence mais nem os seus beneficiários. As opções parecem esgotadas, como mostram os olhos cansados da mandatária maior. Mentir cansa. Mentir com veemência, cansa muito mais.