A liberdade de expressão é um assunto que sempre merece um posicionamento social, principalmente para que não haja mais censura. Quando o caso está relacionado à liberdade de imprensa, existe uma repercussão ainda maior, pois ela é o principal veículo de #Comunicação em massa.

O mais recente caso que está sendo alvo de críticas intensas e gerando grande polêmica é a charge do cartunista Vitor Teixeira. Em uma das centenas de desenhos críticos que produz, ele desenhou uma crítica ao grupo "Gladiadores do Altar" da Igreja Universal. Na charge foi desenhado um gladiador vestido um uniforme com o símbolo da Universal e com uma espada em punho assassinando uma pessoa ajoelhada.

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Após publicar essa charge na internet, os integrantes da Igreja Universal entraram em contato com o cartunista exigindo que o autor retirasse a obra do ar. Caso contrário, eles iriam processá-lo. Essa atitude é claramente vista como censura, mas para não causar problemas, Vitor prefere utilizar o termo "pressionado".

Segundo o próprio cartunista, intenção inicial da Igreja Universal era que ele retirasse todo o site do ar, ou seja, perdesse completamente as visualizações de todas as charges. Todavia, após uma negociação, os representantes da Universal aceitaram a retirada da charge, "permitindo" que ele continuasse com o direito de ter um site para promover seu trabalho.

O artista deixou claro que não tem nada contra a fé de ninguém, muito menos é contrário a nenhuma igreja. A intenção dele foi apenas fazer uma crítica a um grupo que foi criado dentro da Igreja Universal.

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Para demonstrar a insatisfação com a censura que sofreu, ele desenhou mais um charge, com 2 mãos algemadas tentando desenhar, além de contar novamente o símbolo da Universal

Liberdade de expressão

A liberdade de expressão faz parte dos direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal do Brasil. No artigo 5°, está escrito claramente que todos têm a liberdade de manifestação do pensando, sendo apenas vedado o anonimato. Essa lei foi criada para proibir ações como a pressão que a Universal fez sobre o artista.

O cartunista fez uma charge desnecessária e ofensiva, não há o que questionar sobre esse fato. Entretanto, é direito dele publicar o que ele quiser. Quem se sentir ofendido perante a sua dignidade pode processá-lo por danos morais. Neste caso, talvez, dependendo da interpretação, o cartunista poderia ser processado por injúria, calúnia e difamação. Mas, proibir que uma charge seja divulgada jamais deve acontecer em um Estado Democrático de Direito. Afinal, a humanidade avança a partir do momento em que a liberdade de expressão é respeitada.

Vale ressaltar o que a falta de compreensão sobre a liberdade de expressão impulsiona acontecimentos como o ataque ao jornal Charlie Hebdo após divulgar uma charge com desenho de Maomé.

Está aberta a discussão: Quem tem razão: o cartunista ou a Igreja Universal? #Mídia