Um grupo conhecido como "bareback" ou "Clube do Carimbo", afronta as leis brasileiras. O grupo, que tem o objetivo de transmitir HIV para pessoas saudáveis propositalmente, defende o sexo sem camisinha. Os idealizadores dessa prática maldosa discutem abertamente sobre o tema, divulgam fotos e vídeos online, além de difundirem métodos para transmitir o HIV, sem que as vítimas tomem conhecimento.

O grupo de infectados ficou conhecido pela prática "bareback" - sexo sem camisinha, que teve início entre os homossexuais e começou a ganhar adeptos entre os heterossexuais. A premissa é que se todos tiverem a doença, ela não será mais um problema social e passará ser vista como parte normal da rotina. Com isso, a prática do "bareback", misturado com uma dita sensação de aventura, faz com que as "carimbadas" aconteçam e se tornem um problema de saúde pública.

Em um dos sites do grupo, há uma lista com um passo a passo de como criar táticas para "carimbar" as vítimas.

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Além disso, o grupo autodenominado "vitaminados" sugere as melhores épocas do ano para conseguir mais vítimas. Sem arrependimento do ato, ou qualquer peso na consciência, esse grupo segue com a prática de forma restrita, através da rede social, para marcarem encontros e espalhar o vírus.

Em uma entrevista ao 'Fantástico', que foi ao ar neste domingo (15), um funcionário público, cuja imagem não foi identificada, portador do vírus HIV, diz não fazer sexo usando camisinha com ninguém. Sabendo que a prática é crime e pode pegar reclusão de dois a oito anos, o funcionário, aos risos, diz ter conhecimento e não se arrepender do que faz. Ainda revela que quis ser contaminado pelo prazer em ser carimbado e que já perdeu as contas de quantas pessoas já carimbou.

No entanto, de acordo com o Código Penal Brasileiro, art.

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130 - "expor alguém, por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio de moléstia venérea, de que sabe ou deve saber que está contaminado", é crime, com detenção de três meses a um ano, ou multa. Caso seja intenção do agente transmitir a moléstia, reclusão de um a quatro anos e multa.

Em uma pesquisa divulgada em janeiro, o Ministério da Saúde mostra que, apesar de 94% dos brasileiros terem conhecimento sobre a importância do uso da camisinha para prevenção de DST, 45% dos sexualmente ativos não usaram o preservativo em relações ocasionais em 2013.

Práticas como o "bareback" precisam ser denunciadas para que esses atos criminosos possam diminuir.