Um barril de chopp é muito pouco pra nós / Dois barris de chopp é muito pouco pra nós (...) Um barril de chopp não embebeda ninguém. A música Barril de Chopp, cantada sem parar e aos gritos durante a Oktoberfest, em Blumenau, retrata o que acontece em muitas festas universitárias: a falta de limite com relação às bebidas alcoólicas.

Em época de início das aulas, a morte do estudante Humberto Moura Fonseca, 23 anos, em uma festa de estudantes da #universidade Estadual Paulista (Unesp), em Bauru, levantou novamente a discussão sobre o consumo abusivo de álcool durante festas universitárias e trotes. Beber durante a graduação é um hábito comum à maioria dos estudantes, seja pela integração com os colegas de turma, ou para tirar o estresse e pressão pós-provas e trabalhos.

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Em 2010, uma pesquisa nacional apontou que 19% dos universitários ingerem bebidas alcoólicas frequentemente e 48,7% já tinham experimentado drogas ilícitas. A facilidade de encontrar festas com bebidas liberadas e sem fiscalização é um dos grandes problemas no combate e controle de situações como esta que ocorreu em Bauru. Mesmo com a proibição de trotes e festas dentro da maioria dos campus do país, dezenas de eventos acontecem ao longo do ano.

Por exemplo, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), as festas dentro do espaço da universidade e os trotes ainda acontecem mesmo sendo proibido pela reitoria. E quando não são realizadas dentro do campus, são marcadas em repúblicas e bares da região, sem nenhuma fiscalização ou alvará. Ainda são poucos os cursos que optam por realizar trotes solidários, com doação de sangue e de alimentos para instituições da região.

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Por ser comum dentro da universidade, a falta de informação dos jovens sobre as toxinas da bebida alcoólica é grande. Há uma forte "cultura" de que a pessoa que não bebe não é tão legal quanto as outras. A frase; Nunca fiz amigos bebendo leite é o retrato de um país que incentiva o uso do álcool como algo banal e sem contraindicação. Portanto, é necessário investir em programas de educação e prevenção, e não somente de cura após o diagnóstico do alcoolismo.

O que aconteceu com o estudante?

Humberto Moura Fonseca, 23 anos, morreu vítima de infarto após consumir mais de 30 doses de vodca em uma competição de bebidas alcoólicas, durante uma festa universitária em Bauru. A família do jovem não sabia que ele tinha cardiopatia e, de acordo com os laudos do IML, os problemas podem ter se agravado pelo consumo excessivo de álcool.

Além dele, outras 3 pessoas foram internadas por excesso de álcool: o estudante de engenharia elétrica Matheus Pierri Carvalho, a estudante Juliana Tiburcio Gomes, de 19 anos e Gabriela Correa, 23. Apenas Gabriela continua internada, mas seu quadro é considerado estável.

E você, o que acha sobre o consumo abusivo de álcool entre os estudantes?