Certa feita, um índio americano ao receber a proposta para levar um dos seus filhos à #Escola da civilização, respondeu: "diferentes nações têm concepções diferentes das coisas e, sendo assim, os senhores não ficarão ofendidos ao saber que a vossa ideia de educação não é a mesma que a nossa". A mensagem da educação global é que não existe uma educação única e soberana, há educações. Cada cultura, em seus variados lugares, expressa e pratica o que entende por certo, vindo de pais e avós.

O professor precisa entender isso, antes de ir para uma sala de aula ensinar um aprendizado. Lá, ele vai encontrar alunos de diversas culturas.

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Porque sim, até mesmo em nossa localidade, há famílias diferentes. Famílias com concepções e certezas diferentes, dentro de um convívio social. E fica mais claro ainda quando a questão é religião e suas expressões. Nesse aspecto é que o professor precisa ser o mais laico possível, para não acabar impondo as certezas de uma religião, em alunos que têm famílias que praticam outra religião.

Atualmente, o que se discute de mais importante sobre a educação está escrito nesta carta de índio. Ela despertou o sentido do que é a educação. Com ela, fica claro que não há uma forma única nem um único modelo de ensino. A escola não é o único lugar onde ele acontece. É de suma importância saber que o ensino escolar não é a única prática educacional e o professor não é o seu único praticante. É preciso entender que estamos envoltos de mundos diversos, onde a educação é diferente em pequenas sociedades tribais, em sociedades camponesas e em países industrializados.

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Hoje, as sociedades humanas contam com um conjunto maior de fontes para serem analisadas e entendidas, pois, atualmente, temos diversos recursos tecnológicos para buscarmos informações de qualquer expressão cultural. Estas podem ser: livros, roupas, imagens, objetos materiais, internet, registros orais, documentos, moedas, jornais, gravações e todos os tipos de objetos que venham a contribuir para o entendimento do que ocorreu e ocorre nas vastas expressões culturais. Nesse contexto, os responsáveis pela educação devem ser orientadores, que facilitam o entendimento da realidade que nós vemos. #Opinião