Pré-requisitos para continuar a leitura desse texto: esqueça tudo que a televisão, a sociedade, os livros, os amigos e professores te ensinaram sobre o que é ser de direita ou esquerda no meio político. As palavras a seguir não têm nenhum cunho político, apenas provocar uma reflexão sobre o atual momento de mobilização da nossa sociedade.

Há cerca de duas semanasatrás as ruas do Brasil inteiro estavam tomadas para protestos, legítimos, contra o #Governo federal. Muitas eram as reivindicações populares e o foco era apenas um: a presidente Dilma Rousseff, que enfrenta uma grave #Crise política provocada pela corrupção na Petrobras e a estagnação econômica do país.

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O principal marco da manifestação foi a avenida Paulista, em São Paulo, que foi tomada por milhares (ou milhões) de pessoas.

No dia 22 de março, foi comemorado o Dia Mundial da Água, recurso indispensável para a sobrevivência humana e que também atravessa um cenário crítico de crise. Quem esperava ver algum protesto contra a maneira negligenciada que os políticos estão tratando esse recurso se decepcionou. O tema falta de água foi simplesmente ignorado pelos paulistas, estado que sofre sérios riscos de racionamento.

Oras, pau que bate em Chico também deveria bater em Francisco. Os paulistas fazem uma oposição muito dura ao governo federal simplesmente escondem quando o assunto é criticar o governador Geraldo Alckmin. Saíram as ruas com camisas se eximindo da culpa da presidente Dilma estar no poder dizendo que votaram em Aécio, mas na hora de cobrar o governo que eles mesmo elegeram fazem vista curta para os problemas que afetam o estado.

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Isso sem mencionar que os professores do estado estão em greve por melhores condições de trabalho, não só de salários, mas uma estrutura adequada para exercerem o ofício. O governo está envolvido em escândalos de corrupção, tão graves quanto o da Petrobras, por conta de obras no metrô. Já faz mais de vinte anos que um mesmo partido governa o estado e os avanços não estão à altura da província mais rica do país.

Lembre-se que em nenhum momento do texto houve um argumento sequer para defender o governo federal, que tem muitos problemas e precisa trabalhar muito para reverter a situação ruim que se encontra. Agora transferência de culpa não é a melhor solução para alterar de vez o cenário político do Brasil, achar que todos os problemas, ou a grande maioria deles, se resolveriam tirando a presidente do poder é ingenuidade pura. O senso crítico precisa ser expandido, do contrário haverá a mudança será superficial.