Profissionais qualificados em varias áreas estão cada vez mais raros no Brasil. Recentes pesquisas mostram que muitos profissionais têm desaparecido do mercado de #Trabalho, como, por exemplo, marceneiro, entalhador, ferreiros, técnicos de eletrônicos, luthier, restauradores de móveis, relojoeiros, mecânicos, etc.

Antigamente, em qualquer cidade do interior que se chegasse sempre havia uma oficina em que esses trabalhadores atuavam, mas o tempo foi passando e muitos se aposentaram e outros morreram, não deixando para ninguém o legado da profissão.

Ainda se encontram alguns profissionais jovens dessas áreas, mas, infelizmente, o nível de qualidade caiu.

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Alguns desses, quando executam o serviço, o fazem de maneira mal feita, simplesmente visando o lucro que obterão e não com a satisfação do cliente. Quando se pergunta a um jovem o porquê dele não querer seguir algumas dessas profissões, eles dizem que preferem as modernidades tecnológicas, fazendo com que fique um vácuo no mercado.

Um músico que não quis se identificar, levou um raro violino Stradivarius para restauração. O profissional que pegou o trabalho disse que ficaria pronto em, no máximo, três dias, fazendo com que ele ainda pagasse adiantado para a execução do trabalho. Quando este foi buscar o seu precioso violino, o que ele viu foi um trabalho de tão baixo nível que precisou recorrer a um profissional de outro país para salvar o pouco que sobrou do instrumento. Isso tudo depois de ter investido uma pequena fortuna no primeiro reparo.

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Outro caso foi o de um colecionador de carros antigos, que levou um raro Bugati 1938 para restauração. Depois de ter investido fortunas em seu valioso automóvel, passados mais de dois anos, ele não via o trabalho ser concluído. Para piorar, muitas das peças do veículo haviam sido extraviadas e as que sobraram foram tão mal restauradas que precisaram ser refeitas por outra empresa.

Essas profissões, apesar de serem antigas, desempenham um papel muito importante na sociedade, pois, onde é que se vá, não é raro que exista algum anúncio de emprego para elas, mas a falta de interesse de aprender tem feito com que essas vagas fiquem abertas por muito tempo.

O correto seria que a prefeitura de cada cidade investisse em escolas profissionalizantes para o ensino dessas carreiras, para fazer a preparação de futuros profissionais, começando com crianças, para assim, tirá-las das ruas e evitar que elas possam usar drogas. É também uma oportunidade para adultos aprenderem algo novo, que, por não terem essa chance, estão atualmente desempregados.