Em um pronunciamento público, o Grupo de Especialistas sobre a Discriminação Contra as Mulheres (CEDAW ) da ONU, fez um comunicado alertando que muitos direitos conquistados pelas mulheres nos últimos 100 anos poderiam estar ameaçados. De acordo com pronunciamento da entidade, feito na última sexta-feira, 6, diversos sinais de repressão as mulheres têm sido vistos em todo mundo, quase sempre atos agressivos feitos em nome da #Religião, da cultura ou tradições.


Um exemplo desses retrocessos é a mutilação feminina, que ocorre em alguns rituais religiosos, em países da África e Oriente Médio. Nesse processo é realizado um corte em que parte do Clitóris é removido para que a vítima não sinta prazer sexual. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), ao menos 3 milhões de mulheres passam por isso todos os anos, de acordo com a mesma pesquisa, 130 milhões de mulheres lidam com as sequelas dessa intervenção cirúrgica.


No Brasil, embora os salários das mulheres tenham avançado 109% (de acordo com a CATHO empregos), elas ainda ganham 30% a menos que homens quando ambos estão na mesma função. A violência contra mulher no Brasil ainda é algo rotineiro, já que 56% dos homens admitiram ter praticado algum tipo de violência contra uma parceira, segundo afirma pesquisa de 2013, realizada pela Data Popular, em parceria com o Instituto Avon.


Os dados do Brasil em elação a violência contra mulheres acompanham uma tendência do mundo inteiro, já que, de acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde, 35% das mulheres do planeta já teriam sofrido algum tipo de violência do paceiro, seja ela física ou sexual. Segundo dados da mesma pesquisa, 38% das mortes de mulheres no mundo tem elação com violência doméstica.


Esses dados paticamente confirmam o discurso do Grupo de Especialistas sobre a Discriminação Contra as Mulheres, pois, de acordo com a fala da CEDAW,  diversas comunidades continuam impondo a força para que mulheres se restrinjam a vida doméstica. O documento ainda afirma: "Continuamos sendo testemunhas de inimagináveis formas de violência no nome da honra, da beleza, da pureza, da religião e da tradição".

Pelo visto, ainda existe muito a ser feito na luta por direitos iguais entre homens e mulheres.