Um dos assuntos mais polêmicos ultimamente gira em torno de uma menina de 8 anos. Ao revelar a idade, logo vem a cabeça uma imagem imatura e inocente, mas é justamente esse o centro do alvoroço. A criança em questão rebola para uma platéia dentro de um ambiente de alta erotização, além de ter na ponta da língua um repertório musical que estimula a competição entre as mulheres. Trata-se da Mc Melody, famosa nacionalmente depois de ter sua figura de "mulher" exposta nos vídeos em redes sociais e nos shows noturnos, causando revolta de grande parte da população que preza o bem estar da criança e do adolescente. 

Elas se perguntam: Cadê os pais dessa garota? E justamente é esse o combustível de mais indignação: É o pai seu maior incentivador, além de ser o empresário.

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Tanta inquietação chamou atenção do Ministério Público de São paulo, que investiga o caso sob forte pressão popular para punir o genitor com a retirada da guarda da menina.

Mc Melody não é a única revelação infantil no mundo do funk. Alguns dos sucessos nacionais de 2014, o repetitivo "Dom dom dom" cantado por Mc Pedrinho de apenas 12 anos de idade, poucos levaram em conta a voz infantil que entoava frases com o conteúdo "Ajoelha, se prepara e faz um b****** bom". Comparada com essa música, a canção da Mc Melody é fichinha. O Ministério público também atuou no caso e até impediu alguns shows do menor pelo Brasil. Mas por que outra criança que se encaixa no mesmo contexto sexual inadequado a sua respectiva idade não causou tanta polêmica entre os brasileiros e se houve, não foi da mesma proporção da Melody? #Mídia

Machismo é tão presente em nossa sociedade que banaliza a sexualização dos garotos e enfurecem com a menina que usa sutiã de bojo. É aí que as frases proferidas que "meu filho vai ser um pegador" e "milha filha não usa roupas curtas" desvia o rumo de uma educação igualitária de gêneros, quase sempre sobrecarregado negativamente para as mulheres. Claro que a conjuntura dos exemplos é errada, mas é necessário generalizar a sinalização da revolta e salvar a infância dos menores de qualquer gênero. 


Duas crianças, assim como outras não citadas mas que se enquadram na situação se tornaram objetos num mundo de erotização e sexualidade em níveis altíssimos, distanciando a verdadeira infância e acelerando o #Comportamento adulto, causando má formação psicológica e sobretudo comportamental.


É necessário uma formatação de pensamentos e colocar argumentos em uma balança para atingir o equilíbrio de #Opinião com força de mudança, a mesma que pressionou o Ministério Público, e se atentar nas várias violações de direito previsto no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) na ação contra os dois funkeiros. Uma sociedade pensadora e com premissa fincada na uniformidade de gêneros é uma sociedade que extermina aberrações de desvio infantil como nos casos citados e a mesma mobilização que houve para "salvar" a meninas das garras da erotização, seria considerado nos casos dos mini funkeiros e outros ritmos musicais que exploram essas crianças e fazer o funcionamento das leis de proteção a criança e o adolescente.