A leitura é uma das mais importantes ações individuais para acesso a uma informação de qualidade, mas pouco usada pelos brasileiros. Quantos livros lidos serão precisos para que se construa uma opinião pública consequente à altura de uma sociedade da informação?

Sociedade leitora

Nunca é demais repetir que nos tempos modernos tudo se faz através da escrita e da interpretação deste código simbólico, sejam leis que interferem na vida de cada um, opiniões emitidas através dos chamados "formadores de opinião" dos grandes grupos de mídia, manuais de instrução de equipamentos eletrônicos, bulas de remédios, rótulos de alimentos processados (nunca lidos) enfim, a lista é longa.

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O brasileiro comum tem pouco acesso aos livros que muito lhe ajudariam a decifrar estes códigos de dominação a que é cotidianamente submetido e, de fato, não conhece muitos caminhos que o levem às livrarias, sebos e bibliotecas. Até porque temos pouquíssimas livrarias em comparação , por exemplo com nossos vizinhos uruguaios e argentinos. Bibliotecas também são pouco frequentadas mesmo quando abertas ao público.

Não podemos desconsiderar que o livro foi proibido durante todo o período colonial brasileiro. Era crime portar um livro: "teje" preso por porte de livro...Portanto, não é de admirar que os livros circulem tão pouco no Brasil conhecendo esta história de opressão incorporada no povo brasileiro como nos lembra o educador Paulo Freire.

Escolas

A escola estimula a leitura ou não? Livros obrigatórios são lidos por obrigação, obviamente.

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No entanto, leitura é um hábito que dá muito prazer para quem tenha a satisfação de possuí-lo. A maioria das pessoas não possuem este hábito prazeroso apesar de terem lidos obrigatoriamente na escola.

Outra variável importante é o chamado "analfabetismo funcional". A pessoa lê um parágrafo mas não consegue entendê-lo, ou pior, interpretá-lo.

Democracia

A realidade é preocupante diante da imperiosa necessidade de termos pessoas capazes de leitura para poderem decidir os rumos de nossa democracia, mas podemos sim, se superarmos alguns preconceitos culturais e descolonizarmos nossas mentes, estimular o gosto pela leitura através de toda uma tradição oral rica e atrativa, lúdica e participativa da nossa cultura popular, assim como já fizeram na década de 60 os Centro Populares de Cultura, CPCs, destruídos pela ditadura militar brasileira, aí sim, outro entrave forte da qual persiste inercialmente a política de barrar a emancipação dos brasileiros.



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