Comunismo, capitalismo, socialismo ou, quem sabe, esquerda, direita, centro. Vago, bem vago, o mundo não está acostumado com uma despolarização. Para sobreviver, ele se acostumou a erguer um time adversário, um inimigo comum e a lutar. Esta luta envolvia diversos sacrifícios, enquanto isto, questões mais sérias, como a fome, a educação, o desenvolvimento, ficavam meio que marginalizados.

Ás vezes, aparece uma nova arma, uma nova forma pensar, como acontecera com a Ariosofia, na Segunda Grande Guerra, que no Brasil é crime, uma vez que a doutrina Ariosófica é completamente baseada em superioridade de uma raça sobre as outras, algo similar ao encontrado em diversos movimentos radicais, cuja metodologia de aplicação lembra bastante os métodos mostrados no filme "A Onda", de 2008, produção alemã que mostra o perigo da ascensão do Nacionalismo.

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O nacionalismo é a força responsável do que se chama hoje por Radicalismo Ideológico. Esta falta de polarização abriu espaço para o medo do novo, além do medo do estrangeiro. Alguns discordam disto, alegando que os movimentos nacionalistas já existiam há muito tempo. Porém, qual o papel da União das Nações do Mundo em que se encaixa o nacionalismo.

O radicalismo como metodologia de controle se tornara uma ferramenta viciada, na qual o lugar de ajudar a construir um mundo melhor acaba por destruir o patrimônio da humanidade, limitar sua consciência e promover a antiga polarização, que não é mais passível de ser adotada, uma vez que a responsabilidade sobre o planeta será dividida com todos os povos que o habitam.

Muitos gostariam que o mundo não fosse tão populoso, ou que houvesse trabalho para todos, ou ainda que a vida fosse mais fácil. A única solução é a conscientização global. Não querer mudar pode acarretar em outra mudança. Quando um sistema não atende a população, e ele começa a falir, começam a gerar revoluções. Evita-se alimentar o excesso da perda de vidas humanas pelo abuso da barbárie e assim se cria uma solução, que pode não atender a todos, porém, como na Democracia, que atenda a maioria, sem sacrificar de forma desumana a minoria.