Para toda consequência, existe uma causa. Esta, é diretamente ligada aos atos de uma pessoa. Já a consequência, depende de outros fatores, como, por exemplo, quem sofre a ação e qual a forma que a pessoa encontra para lidar com a situação. O caso da travesti Verônica Bolina é um bom exemplo disso.

A história

A travesti invadiu o apartamento de uma vizinha idosa e a agrediu brutalmente, duas vezes, a segunda, após a intervenção de outra travesti e uma mulher, ambas vizinhas de Verônica. Após ser detida, masturbou-se em frente a outros detentos, que se revoltaram e a agrediram, ela usou os dentes para arrancar um pedaço da orelha do carcereiro que entrou na cela para separar a briga.

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As opiniões

Do lado esquerdo, estão aqueles que ignoram todos os acontecimentos e se sensibilizam com o rosto desfigurado da transexual, que condenam as fotos divulgadas nas quais ela aparece seminua e algemada, que sugerem que sua confissão foi feita sob tortura e que houve abuso policial. O foco é direcionado exclusivamente para a detida, e a sugestão é de que tudo só aconteceu por ser Verônica uma travesti.

Do outro lado, estão aqueles que dizem que ela teve o que mereceu, que não importa se é travesti ou não, precisa ser tratada da mesma forma que qualquer outro criminoso.

O lado esquerdo só se pronuncia sobre crimes quando há, de alguma forma, algum excesso (proposital ou não) da polícia e sempre discursa em favor do criminoso. Caso contrário, se omite. O outro lado mostra sempre sua indignação e não faz distinções quanto à cor de pele, gênero, religião ou qualquer outra característica de ordem privada.

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A indignação das pessoas não aconteceu pela simples agressão, que já é, por si só, uma barbaridade. O ataque à idosa incapaz de se defender e a orelha arrancada, aumentaram ainda mais tal indignação. Por fim, entidades, que dizem defender os direitos humanos, defenderam ferozmente a travesti, mas não se pronunciaram nem a favor do carcereiro e nem de dona Laura (a idosa). Foi o toque final na inversão de valores que assola a sociedade. E há tempos isso acontece.

Conclusão

Rachel Sheherazade foi duramente criticada por dizer que a ação dos cidadãos que amarraram um ladrão em um poste era compreensível. Os politicamente corretos se apressaram em acusá-la de ser favorável à fazer #Justiça com as próprias mãos. Mas basta pensar um pouquinho para perceber que ela está certa. Quando a sociedade se sente oprimida e não confia mais em suas instituições, é compreensível sim que passe a agir por conta própria. Quando a esquerda se pronuncia contra a ação policial, que nem sempre vem carregada de abusos, ela amarra as mãos da justiça. É aí que o povo passa a ser realmente oprimido e perde a confiança no Estado.

Para alguns, a balança da justiça só pode pender para um lado. Por trás do discurso em favor das minorias, que é legítimo, está o monstro chamado vitimismo. #Opinião #Crime