O estudo realizado pela DARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos Estados Unidos) analisou, a partir de colocações de seus responsáveis por logística, qual das potências teria maiores chances de obtenção de vitória no contexto contemporâneo, caso uma terceira guerra venha a eclodir. Para alguns o objetivo foi justificar os altos gastos com o aparato militar, para outros o objetivo foi desanimar qualquer iniciativa, com uma demonstração de força. De que lado você está?

Não que alguém esteja querendo uma nova guerra que envolva mais do que pequenas áreas de conflito, estas já indesejáveis e que provocam horror e indignação, pela covardia de atos terroristas que envolvem civis inocentes.

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Mas ela se apresenta como uma alternativa cada vez mais presente. Alguns consideram que ela é necessária para salvar um mundo em crescimento populacional a ponto de atingir o esgotamento dos recursos do planeta. Estas pessoas consideram que dos males o menor. Uma terceira guerra, se deixar sobreviventes, eles serão em pequeno número. Quem sabe venham a ser os artífices de um novo e maravilhoso mundo.

A segunda guerra, que aos poucos fica cada vez mais distante fazendo somente chegar aos mais jovens os ecos já esmaecidos de uma mortandade sem paralelo. Esta guerra já demonstrou, junto com o depoimento visual de outras que aconteceram no Oriente Médio (quem não lembra da Guerra do Golfo), que ganha quem tem maior superioridade aérea.

Quem tem mais aviões senão os americanos. Os antes tripulados agora andam sozinhos e podem causar males muito maiores, pois em seu interior não haverá ninguém querendo praticar o haraquiri.

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Os estrategistas do DARPA são unânimes em afirmar que, mantidas as condições atuais, os Estados Unidos ganham a guerra até antes de entrar nela, com todos os seus efetivos militares.

A abertura das tecnologias porém, coloca um risco no horizonte e pode transferir os motivos da guerra para aspectos totalmente financeiros, ao dar para qualquer potência a facilidade de construção dos mesmos dispositivos, tão sofisticados como são aqueles que dão hoje, o predomínio dos ares aos americanos.

Os valores envolvem, porém, números astronômicos, quando são previstos gastos de 1,5 trilhões de dólares. Isto somado a necessidade de compreensão de uma grande complexidade destes sistemas, pode refrear um pouco esta possibilidade. A inteligência distribuída exige uma contrapartida de conhecimento muito elevada e técnicos altamente especializados, que na atualidade as outras nações não têm condições de replicar. A continuar nesta marcha, o homem, considerado menor que um grão de areia, pode com suas crenças e descrenças, destruir todas as praias do mundo. Torcer por arquiteturas fechadas e predomínio de alguma potência sobre as demais é, por enquanto, o que cada um pode fazer.