Num momento em que a crise no Brasil atinge patamares e efeitos que beiram o catastrofismo, percebe-se uma pequena mudança no comportamento do brasileiro.

Dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) mostram que houve um aumento de 7,4% na taxa de desemprego, valor muito maior do que o apresentado em 2014, que era de 6,8%. Em números, quer dizer que mais de 15 milhões de pessoas estão desempregadas em todo o país.

A inflação mensal no país, medida pelo IPCA, é a mais alta desde fevereiro de 2013 e hoje, na casa dos 8%, tem grande torcida e é tema de orações para que não chegue aos 10%. Já a taxa de juros pode bater os 13,5%.

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As vendas tem caído de forma brusca e muitos comerciantes começam a fechar as portas ou cogitam fazê-lo. Neste momento um dos setores que mais sofrem é o automobilístico, que amarga o pior número de vendas desde 1999, assim como todo o setor de bens duráveis.

No meio desta crise, recessão e inúmeras especulações, o 'diz que me disse' está levando um grande número de pessoas a retirarem todo o dinheiro que possuem guardados nas contas de poupança e retirar dos investimentos que haviam feito.

Tudo por medo de um novo confisco como ocorreu em 1990 pelo então recém eleito Presidente da República, Fernando Collor de Melo e pelo receio de verem seus investimentos irem por ralo abaixo.

Mas eis que os brasileiros, um tanto quanto mais cientes (ou menos imaturos), já não cobertos pelo véu do deslumbramento e a necessidade de manter a aparência de uma posição social de destaque, passam a cobrar o preço justo pelos serviços que utiliza e busca alternativas para manter sua saúde financeira.

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Os caros e badalados restaurantes já não estão mais tão cheios. As lojas, de uma forma geral, já não estão mais tão movimentadas e nesse caminho, promoções para manter um fluxo de caixa são cada vez mais recorrentes, arriscaria dizer até que incomum não haver qualquer tipo de desconto que atraia algum cliente. O único setor que parece não reduzir a marcha é o de estética e beleza, que cresceu substancialmente mesmo em meio a atual situação econômica do país.

Que cada vez mais haja conscientização do real valor do dinheiro que se tem no bolso, que se cobre e que se pague o preço justo pelos bens e serviços, e chega de tanto impulso na hora de consumir. Consumir com prudência é assegurar o necessário para um futuro próximo sem boas perspectivas. #Opinião