Ao final do ano que passou, estudo desenvolvido com 50 mil pessoas na Itália conclui que as redes sociais têm impacto negativo significativo sobre o bem-estar individual. A pesquisa buscou obter informações sobre quais recomendações e cuidados devem ser tomados por pessoas que iniciam relacionamentos nas redes sociais, ao considerar que para o ano de 2015 se espera que um número cada vez maior de pessoas deve estar interconectado, principalmente devido ao aumento do volume de dispositivos móveis e uso da tecnologia BYOD que facilitam a conexão dos indivíduos com o mundo.



O estudo foi publicado em Agosto de 2014 e desde então está sendo analisado por pesquisadores.

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Seus idealizadores foram Fabio Sabatini na Universidade Sapienza de Roma, na Itália e Francesco Sarracino da STATEC de Luxemburgo. A pesquisa foi desenvolvida nos anos de 2010 e 2011, com resultados publicados em 2014 e que podem ser utilizados como atuais, neste segundo trimestre de 2015, que confirma o aumento do número de participantes.

O aumento do número de pessoas ligadas nas redes sociais deve ultrapassar todas as expectativas e previsões desenvolvidas. Assim, ganha importância a divulgação do estudo desenvolvido, levando em consideração a globalização que uniformiza comportamentos e uma integração cultural que permite que os dados apresentados no relatório sejam utilizados em nosso contexto cultural, considerando como verdadeiras as suas colocações.

Os estudos desenvolvidos na ocasião apresentam a possibilidade que as redes sociais não tragam somente benefícios, mas que sob determinado ângulo de visão, elas possam, na realidade, trazer também efeitos prejudiciais.

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O conjunto de perguntas e respostas com estas pessoas chegam a uma conclusão final em que os pesquisadores afirmam que "O efeito global das redes sociais no bem-estar individual é significativamente negativo". O estudo não nega que existem benefícios, mas considera importante divulgar o fato que o número de pessoas insatisfeitas não é pequeno.

Os grandes vilões da grande pesquisa foram as questões de discriminação e incitação ao ódio, um dos graves problemas das redes sociais.

A distorção de fatos em vidas pessoais e sua utilização como elemento de chantagem ou diversas formas de assédio, com publicações de fotos e situações particulares revelam outro problema sério e que afeta o bem-estar individual.

O desenvolvimento de atos terroristas e utilização da rede para captação de jovens para as suas fileiras tem trazido uma preocupação impar para a sociedade. A atração da rede social é grande e muitos jovens passam a adotar os comportamentos que nela ocorrem como uma situação normal.

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Os sites de encontro que podem parecer interessantes, abrem portas para que maníacos atentem contra o bem-estar, saúde e a própria vida de pessoas que de boa-fé, acabam cometendo graves enganos no ambiente em rede.

Estes aspectos revelados nos parágrafos anteriores mostram apenas a ponta de um iceberg de atitudes politicamente incorretas que podem ser desenvolvidas nas grandes redes sociais e que deve chamar a atenção dos responsáveis pelas redes que mais crescem no Brasil (linkedIn, Facebook, Instagram, Youtube e Google plus) renovem segurança e não ocultem sob a justificativa que a rede não aceita censura, atos como os descritos na pesquisa desenvolvida pelos analistas italianos.