O MTST, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, completa 18 anos em 2015. Sua primeira ocupação foi em 1998, no município de Itapevi, interior de São Paulo, ainda sem nenhuma conquista. O movimento está locado em oito estados do Brasil: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas gerais, Distrito federal, Amazonas, Roraima, Pará e Pernambuco. O MTST faz parte da "Existência Urbana", uma frente nacional de vários movimentos que estão presentes em 13 estados.

Na estrada do M. Boi Mirim, em frente ao parque ecológico do Guarapiranga, se encontra cerca de 5.000 famílias, num terreno de 300.000 m ². O lugar foi batizado de "Nova Palestina".

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Uma pequena cidade onde o que mais se percebe é a organização e a união. As organizações de todos os barracos são divididas por blocos nomeados e numerados, cada um tem seu coordenador e sua cozinha comunitária, onde os moradores assinam a lista de presença diariamente. Caso o morador não compareça a cozinha, ele é advertido.

O movimento possui uma hierarquia organizativa, separada em setores como: comunicação, negociação (que busca informações sobre leis para efetuar negociações), trabalho comunitário (lutas em favor da UBS, transporte público, etc.), auto sustentação (organizações de bingos comunitários e vendas de artesanatos com a marca do movimento para arrecadar fundos revertidos em alimentos e matérias de construção).

Conquistas

As conquistas do movimento não são apenas focadas na área habitacional, pois após consolidar as moradias, é aberto uma nova demanda para todos os equipamentos públicos para habitação.

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O movimento também luta por melhorias na saúde, educação e no transporte para as famílias que irão morar no empreendimento conquistado.

As principais conquistas do movimento são os empreendimentos já entregues em Osasco, chamado de Carlos de La Marca, que possui 400 unidades. Os empreendimentos de Santo André e Embu das Artes estão em fase de acabamento. Também existe um empreendimento em Brasília. Umas das conquistas realizadas em 2015, foi a conversa com a Presidente da República, Dilma Rousseff, para discutir a política habitacional nacional.

Atualmente, o MTST não conquista os direitos apenas para o movimento, mas também, para todas as periferias de São Paulo.