O projeto de lei que favorece as mães foi criado pelos vereadores Aurélio Nomura, Patrícia Bezerra e Edir Sales, depois de vários "mamaços", dentro e fora da internet, devido as várias ocorrências de mães sendo impedidas de amamentar em locais públicos, seja sendo direcionadas a locais para este fim, sugeridas a usarem a fraldinha em cima do bebê ou até mesmo serem apontadas como se estivessem cometendo algum atentado violento ao pudor.

Como um ato natural e necessário pode constranger alguém? Por que ter que cobrir com uma fraldinha ou se retirar do local público? Existem até cubículos fechados destinados ao aleitamento, que, na verdade, só servem para impor as leis internas destes locais.

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Não deve ser assim, o Brasil é conhecido mundialmente pelo futebol e mulheres seminuas nas praias e carnavais. Porém, é irônico o mesmo país, tão liberal aos 'olhos' do mundo, ter estes preconceitos, que fazem uma mãe se sentir constrangida por estar com um seio parcialmente à mostra por estar amamentando.

Um desses casos foi o de uma mãe que foi orientada a não amamentar seu filho em público por um funcionário do Sesc Belenzinho, situado na Zona Leste de São Paulo. Estranha isso acontecer no país do Carnaval e das mulheres nuas e seminuas, que desfilam livres e leves pelos sambódromos, sempre tão aplaudidas de pé. Estranho encontrar ainda, em pleno 2015, gente que vê perversão no ato de um bebê mamar no peito da mãe em local público.

É tanta inversão de valores que beira ao ridículo.

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Na última terça-feira (14) de abril, o prefeito de São Paulo Fernando Haddad, aprovou esta lei, que permite as mãe amamentarem seus filhos em qualquer estabelecimento de São Paulo. Que a lei sirva de exemplo para o país inteiro, pois, é absurdo e ilógico ver algo negativo ou imoral em um ato tão simbólico que é amamentar.

Quem tentar ou chegar a impedir o aleitamento em público terá que desembolsar R$ 500,00. A multa deveria ser maior, mas já é um começo. O período de adequação a esta nova lei será de 90 dias. #Legislação