O incêndio em São Paulo, que durante nove dias chamou a atenção das pessoas, poderá logo ser esquecido. A região de Alemoa em Santos ainda irá sofrer por um bom tempo os efeitos ambientais negativos. Técnicos espanhóis que visitaram o local, participantes do programa de intercâmbio com o ministério de defesa, examinaram o quadro um dia após o fogo ser totalmente extinto. Eles apresentaram relatório negativo e preocupante com relação aos efeitos advindos desta tragédia ambiental, como o sinistro foi qualificado.

Não importaram muito o cenário de peças metálicas retorcidas, nem a parte da vegetação local que foi queimada.

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O que interessou foi o estudo das consequências ambientais para a região. Do passado, é possível recordar o relato das 10 toneladas de peixe dizimadas e da contaminação das águas dos rios próximos. A sujeira, que se espalha pelo ar, atinge casas e pode levar consigo problemas de saúde para pessoas com problemas respiratórios.

Os efeitos observados nos limites das cidades de Santos e Cubatão preocupam e colocam em situação precária as pessoas que dependem da pesca. A perda de importante parte das espécies marinhas que se reproduz no local está prejudicada por um bom tempo. As investigações começam agora e se espera um espetáculo de troca de acusações que devem levar a nada. A culpa da Ultracargo, responsável pela falta de tomada de ações rápidas, deve ser cobrada e de forma enérgica. Espera-se que a comissão responsável pelo levantamento das causas não acabe em pizza, a exemplo de tantos outros levantamentos de responsabilidades, durante os quais o tráfego de influência se manifesta de forma inequívoca.

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A retirada de material poluente do local deve demorar alguns dias e durante esta etapa os danos ambientais poderão calculados de forma mais completa, de modo a se mensurar o que causou no local a mistura poluente de gasolina e álcool. É preciso alertar a população para cuidados necessários, assistência e reposição de perdas e para que ela reaja nas redes sociais ao esquecimento que o fato poderá ter.