A fé dos brasileiros é verdadeiramente itensa. E na semana santa, cujo início ocorre no Domingo de Reis até o Domingo de Páscoa, a tradição principal é a encenação da Paixão de Cristo.  Esta tradição é católica e celebra a Paixão, Morte e Ressureição de Cristo. É o período mais importante para os católicos.

O Morro da Capelinha, em Planaltina, DF, é símbolo da fé cristã e este ano reuniu cerca de 70 mil fiéis, menos da metade do estimado, na sexta-feira (03) para acompanhar a caminhada de Jesus Cristo carregando a cruz - do Pretório de Pilatos até o monte Calvário - de forma a representar a Paixão de Cristo. Este ritual é denominado via-crucis e a emoção é forte para os fiéis.

Publicidade
Publicidade

Um ingrediente especial ocorrido este ano no Morro da Capelinha foi provocado pelo clima. O dia iniciou ensolarado, depois caiu uma chuva fraca e no final da tarde ocorreu um dilúvio acompanhado de raios  no momento em que 'Jesus' caía pela segunda-vez.  Mesmo aflitos, embaixo de trovoadas, os fiéis cantaram emocionados as músicas que embalaram o Calvário de Cristo.

A organização esperava receber 150 mil de pessoas, mas apenas metade deste número esteve presente. A verba do GDF, destinada ao evento, teve uma queda drástica de cerca de um terço do valor do ano passado levando  à organização a adequar o espetáculo ao orçamento, a exemplo do reaproveitamento das fantasias, cancelamento de telões e de pintutra nos telões pixados.

A tradição em Planaltina ocorre desde 1973 e as motivação dos fiéis se resume em saúde, lazer, agradecimento.

Publicidade

  Muitas pessoas fazem promessa e percorrem o trajeto de 14 estações até chegar ao topo, o alto do Morro da Capelinha. É feita uma parada em cada estação para recordar uma passagem do livro sagrado, referentes à prisão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.  

O Morro da Capelinha se localiza a cerca de 45 km de Brasília e diversas pessoas se deslocam de outros estados para visitar nesta data. Nesta sexta-feira (03) a novidade era a falta de verba, mas mesmo em crise o governo do DF priorizou e, mesmo reduzindo o orçamento, a encenação ocorreu. Às 16h, personagens romanos e Jesus iniciaram a subida ao Morro, seguidos por fiéis que acompanharam a procissão  - cada um com sua justificativa - e se emocionarem com a encenação da Paixão de Cristo. #Igreja #Religião