A situação caótica do mercado atual causa confusão nas organizações de grande porte. Há um ponto de conflito entre as lideranças. Khalid Kark, diretor do programa de CIO da Deloitte University Press apresenta para a comunidade acadêmica algumas sugestões que tratam do relacionamento entre as chefias executiva (CEO - Chief Executive Officer), financeira (CFO - Chief Financial Officer) e de informática (CIO - Chief information Officer). O objetivo é obter melhores resultados na produtividade. O conjunto de sugestões representa o estudo efetuado em algumas destas organizações, apresentado na semana que passou, como forma de orientação e resposta a alguns questionamentos do mercado.

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As empresas de tecnologia do Vale do Silício são utilizadas como exemplos, por movimentarem significativos valores financeiros. Seus CEOs são normalmente pessoas que chegam perto da genialidade no desenvolvimento de negócios. Os CFOs destas grandes empresas são também considerados pessoas que tem um vasto conhecimento do mercado. Os CIOs carregam consigo o conhecimento aprofundado da tecnologia da informação e sua utilização. Eles são, atualmente, os três profissionais mais bem pagos nas grandes organizações.

A principal recomendação colocada por Kark diz respeito à integração dos profissionais que trabalham nas áreas em foco. Algumas pessoas consideram este relacionamento quase como que um passa fora para os CIOs. Mas esta proposição ainda carece de efetivação no mercado, ainda que alguns destes profissionais estejam perdendo as suas funções estratégicas com uma diminuição do valor do salário destes profissionais.

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Isto irá se tornar um reflexo mundial, ainda que restrito às grandes organizações, em número cada vez menor, devido à união de grandes empresas, para respeitar um dogma do mercado. Se você não consegue vencer um adversário, una-se a ele ou compre a sua organização. Os dois fatos estão ocorrendo de forma simultânea.

Katie Benner, colunista da Bloomberg considera que estas grandes empresas estão convalidando uma nova tendência no mercado, com a busca de uma aproximação com os grandes investidores tradicionais e com os formuladores de políticas públicas.

Assim torna-se mais apurada a contratação de CFOs por estas grandes empresas. Nosso mercado, que sempre acompanha a tendência e ações do mercado internacional deverá, em um prazo médio, devido a problemas financeiros extracampo, que ocorrem frente aos escândalos da corrupção, que faz com que as grandes empresas nacionais percam a credibilidade, adotar a mesma linha seguida pelos gigantes do Vale.

A consequência desta proposta será convergir as visões dos CEOs, dos CFOs e CIOs.

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Estes últimos com participação diminuída em termos de tomada de decisão devido a enxergarem com uma baixa percepção, os negócios da organização. A orientação dada a CIOs para que atuem como analistas de risco não parece ter sido apropriada em toda a sua extensão e importância para a organização, que talvez seja, o que está alterando o direcionamento das decisões de risco para os CFOs.

Apesar da queda dos CIOs, sua importância ainda é importante devido ao fato que os CFOs não têm uma visão própria para avaliar os resultados de investimentos de tecnologia, em termos de criação de benefícios intangíveis, ainda não contabilizados no balanço social. Assim uma aproximação é, sob todos os aspectos um direcionamento necessário e responsável.