Em 2000, na localidade de Dakar, o Brasil assinou compromisso de cumprir as metas do marco de ação. Eram seis metas. Ao fazer levantamento de como a situação está na atualidade, verificou-se que das seis metas, apenas duas foram cumpridas. Estes números foram divulgados no relatório de monitoramento recentemente divulgado pela UNESCO - Organização das Nações Unidas para a #Educação, Ciência e Cultura. Se isto serve de consolo para alguém, somente um terço dos países signatários conseguiram cumprir com o acordado. Uma das coordenadoras do programa no Brasil (Maria Rebeca Otero) apresentou seu relatório às autoridades. Veja o que ela relatou.

Primeiro com relação às metas:

Meta 01 - Expandir e melhorar a educação e os cuidados na primeira infância, principalmente para as crianças mais vulneráveis e em situação desfavorável.

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Não cumprida.

Meta 02 - Alcançar a educação primária (1º ao 5º ano) universal, particularmente para meninas e minorias éticas e crianças marginalizadas. Cumprida.

Meta 03 - Garantir acesso igualitário de jovens e adultos à aprendizagem e a habilidades para a vida. Não cumprida.

Meta 04 - Alcançar uma redução de 50% nos níveis de analfabetismo de adultos até 2015. Não cumprida.

Meta 05 - Alcançar a igualdade e paridade de gênero. Cumprida.

Meta 06 - Melhorar a qualidade da educação e garantir resultados mensuráveis de aprendizagem para todos. Não cumprida.

Antes de comemorar com glórias as duas metas cumpridas, melhor seria derramar lágrimas e lamentos pelo não atendimento das quatro outras metas.

O INEP - instituto nacional de estudos e pesquisas educacionais Anísio Teixeira, contesta estes números e considera que o brasil cumpriu cinco das seis metas estabelecidas.

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Em quem as pessoas devem acreditar na UNESCO ou no INEP? Parece que nem será necessária a resposta a esta pergunta. Mas, se você tem alguma dúvida, certamente está fora da realidade do país onde uma mentira repetida mil vezes se torna uma verdade, como considera nosso presidente anterior ao exemplo do que disseram caudilhos internacionais em outros países.

O atual ministro da educação, assim que assumiu a pasta, conhecia a situação educacional do país e pretendia providenciar algumas melhoras, já é surpreendido por notícias de redução de investimentos em educação, frente à crise que se avoluma e já está visível no horizonte.

Cento e sessenta e quatro países assinaram o documento e as promessas deveriam estar cumpridas até 2015. Até setembro deste ano uma nova agenda deverá ser definida pelo órgão independente da UNESCO e que produz os relatórios de monitoramento. Espera-se que desta vez as promessas consigam ser cumpridas ou cheguem mais próximas das necessidades básicas levantadas.