Alguém já ouviu falar de Thomas Hobbes? O indagador olhou para a plateia, mas ninguém se moveu. Todos o olhavam curiosos. Quantas daquelas pessoas (a sala estava cheia) acreditavam na maldade humana? O que fazer para compreender porque um camarada, amarra em sua cintura um conjunto de bombas e com as mãos suadas, espera o momento de apertar o botão e mandar para o espaço grande número de pessoas? Só há uma saída: considerar o ser humano como alguém que é mau por natureza. Um perfil egoísta e dominador que destrói a natureza. Ele é único animal na natureza, que mata outro animal somente pelo prazer de matar.

Hobbes foi o cara que disse que o homem é o lobo do próprio homem e responsável por ter escrito o Leviatã.

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Frente a estas condições as sociedades democráticas parecem frágeis tigres de papel. De ambos os lados se delegam aos líderes um poder igualitário. Mas a maldade declarada parece ter mais força.

As ações terroristas representam uma disputa de poder, entre a democracia (a violência dissimulada) e o terrorismo (onde predominam os instintos da natureza humana). Os analisas políticos parecem assustados e questionam de modo frequente se está acontecendo uma regressão a um estado de selvageria ou se apenas estão aflorando instintos humanos, o que confirmaria o que Hobbes pensava e o que parece ser uma indesejável realidade de estarmos em frente à verdadeira natureza humana, violenta e desumana.

Quem sabe esteja certo Freud quando propugna que a maldade é a vingança do homem contra a sociedade, pelas restrições que uns impõem aos outros.

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Os constantes ataques terroristas parecem apenas revelar que os bons modos dos homens são apenas um véu que esconde os instintos fora de controle e que revelam a sua própria natureza. #Opinião #Terrorismo

O que seriam então as ações terroristas senão um retorno do homem ao seu primitivo estado de selvageria, onde caçar e matar uns aos outros se revela como uma atividade natural? É uma reflexão necessária para mostrar ao homem o prevalecer da vontade e desejo de destruir, como parte da natureza humana. Resta o fato do medo que o homem tem de reconhecer que a maldade humana existe e está dentro de nós mesmos.