Não é nenhuma surpresa quando você vai a livraria e encontra seus #Livros preferidos com preços altíssimos. Nem se compara com outros países, como os Estados Unidos, que tem preços bem mais em conta do que Brasil. Quem consegue ler em inglês afirma que prefere comprar livros em sites americanos, em dólar, do que nas próprias livrarias brasileiras, pois, mesmo convertendo as moedas, o livro na língua estrangeira ainda sai mais barato. As pessoas compram sem medo nesses sites, já que não é cobrada a taxa de importação para livros.

Mas porque será que os livros são tão caros no Brasil?

Muitos colocam a culpa no governo, nas editoras, porém o problema está nas pessoas.

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Cada brasileiro lê em média três livros por ano, o número chega a surpreender de tão baixo. Esse número influencia muito o valor dos livros, pois, as editoras não podem fazer uma tiragem alta de livros sabendo que não há tantas vendas assim.

A média de tiragem de livros nos Estados Unidos é de 10.000, enquanto no Brasil é entre 2.000 e 3.000. As vendas no Brasil só atingem números mais altas quando são lançados best-sellers, que também são caros, por terem de suprir o prejuízo dos não tão bem sucedidos. Com os números reduzidos, o valor pela unidade sobe, afinal, eles também tem que pagar impostos e pessoas, como o autor, a editora, a gráfica, o designer, o tradutor e a livraria. A editora fica apenas com 25%.

Então a culpa é do brasileiro que não lê? Eles não leem porque os livros são caros?

Os livros são caros, mas há várias maneiras bem mais baratas de chegar até eles, como sebos, livros digitais gratuitos na internet, bibliotecas públicas e particulares, porém, o analfabetismo ainda é muito presente no país, a maioria das escolas públicas ainda tem um ensino precário e infelizmente, a leitura pode estar sendo influenciada incorretamente.

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Um exemplo é a imposição de clássicos da literatura que, apesar de conter histórias fascinantes, inclui uma forte linguagem de outra época se tornando um tanto difícil, o que muitas vezes acaba tornando a leitura monótona. Isso não faz as pessoas se apaixonarem pela literatura. Livros mais atuais, que causem impacto, que instiguem a imaginação, deveriam ser recomendados inicialmente, os clássicos deviam ser opcionais, já que se trata de uma questão de gosto.

Quanto mais pessoas lerem, maior será a produção de livros e em consequência os preços serão menores. #Educação #Opinião