É fato que temos dentro de nosso íntimo o poder de produzirmos nossa própria e desejada felicidade. E também a realidade à nossa volta. Por isso, é extremamente importante ouvirmos nossa intuição e o nosso coração. Não podemos entretanto, cair na armadilha que muitas vezes nos deixamos cair: conselhos.

Pode parecer estranha essa afirmação em um primeiro momento. E as opiniões das pessoas próximas à nós? E as opiniões das pessoas que nos amam? Difícil aceitar, mas concretamente, o que os outros pensam sobre nós, não deve nos atingir. Não deveria pelo menos. E qual a razão disso?

A natureza do ser humano sempre foi de certo modo egoísta.

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Sempre tendemos a olhar para o próprio umbigo. Quando opinamos sobre algo ou alguém; nossa tendência é a de projetar no fato, na pessoa ou em ambos, nossa própria realidade, nas nossas características.

De modo geral, quando somos apanhados por essa armadilha, passamos a viver e nos guiar pela realidade e visão de outras pessoas. E caminhamos, de modo lento, porém contínuo, à uma vida que cada vez mais se distancia daquela que temos em nosso íntimo.

Então, em determinado ponto dessa caminhada, nos pegamos desorientados. Como se nossa bússola estivesse apontando para o lado errado. Paramos para checar e surpresa: não sabemos mais qual é a direção certa. Nossa bússola está totalmente desregulada. E o pior: não entendemos o porquê. Na verdade, sequer percebemos que já há algum tempo estávamos desconfortáveis com as trilhas que ela nos indicava.

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Mas seguíamos... Mudar de rota? Traçar novos mapas? Destinos diferentes dos planejados originalmente? NÃO!!! Nos parece muito trabalhoso... Continuamos seguindo nossa viagem, mesmo incomodados, mesmo desconfortáveis.

À uma certa altura, começamos a perceber que algo a mais nos perturba. Nossos ombros estão pesados, nossas costas cansadas e nossas perna e braços sem forças. Pausa para descanso. Se tivermos um pouco de sorte e astúcia, enxergaremos que a causa deste cansaço é o excesso de bagagem. Vamos acumulando bagagem excessiva durante nossa jornada. A astúcia está em eliminar esse excesso, o que tornará o sinuoso trajeto mais ameno.

Feito isso, embora ainda sem rumo, um conforto começa a nos dominar. Descartamos o excesso de bagagem. Só restou o que realmente nos é útil. O que realmente nos interessa: nosso coração e nossa intuição. Então jogamos a velha bússola embora e nos guiamos pelo Sol. Nos guiamos pelo nosso próprio brilho.

Esse é o nosso grande poder: ter o nosso destino em nossas mãos!