Em assembleia realizada no dia 13 de março deste ano, a categoria representada pela APEOESP, Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, decidiu entrar em #Greve, ainda sem previsão de término, pois não houve acordo até o momento.

Segundo os representantes da categoria, cerca de 3390 salas de aula foram fechadas em todo o estado, deixando desempregados cerca de 28 mil professores e as classes superlotadas. Além disso, o #Governo do estado não repassou a verba de manutenção referente ao ano de 2015, deixando as escolas ainda mais sucateadas e sem, nem mesmo, carteiras para os estudantes. Limitou a apenas um o número de professor coordenador por seguimento escolar, ou seja, se uma escola é constituída apenas por ensino médio, toda ela terá somente um coordenador.

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Os professores reivindicam reajuste de 75,33%, escalonado até 2020, para equiparação salarial com as demais categorias com formação de nível superior, reabertura das classes, períodos fechados e desmembramento das salas superlotadas, tendo no máximo 25 alunos, direito ao Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual) para todos os contratados, fim da "duzentena" e da "quarentena", período em que o professor fica afastado, sem vencimentos, para que o contratado não venha a criar vínculos com o estado, dentre outras.

Já o governo do estado, ora nega a greve, ora diz que ela é descabida. Alega que houve um reajuste de 45% nos últimos quatro anos, que esta é uma greve política e partidária. Em nota, a Secretaria Estadual da #Educação informou que "rechaça as inverdades divulgadas pela Apeoesp para tentar promover seu calendário de mobilizações políticas."

Em todas as reuniões e audiências até aqui, o governo ofereceu 0% de reajuste e não há nenhuma perspectiva de que outras reivindicações sejam atendidas.

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Ainda hoje, quarta-feira, nova rodada de negociações fora agendada pela própria secretaria da educação, ao qual se tentará um acordo. Os professores, que estão sem seus salários, já que o governo decretou o corte do ponto, mesmo a greve sendo considerada legal pela justiça, esperam pelo fim da paralisação o quanto antes. A comunidade escolar aguarda uma conclusão que seja satisfatória para todos e que as aulas voltem à normalidade.