O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi condenado nesta quinta-feira(14) a mais 120 anos de prisão devido a acusação de ter liderado um confronto entre gangues dentro do presídio Bangu I, que fica na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

Ele foi indiciado por 4 mortes durante a rebelião, que aconteceu em 2002 no mesmo presídio. Agora ele soma nada mais nada menos que 320 anos de prisão, decorrentes de outros crimes já julgados, entre eles tráficos de armas e drogas e assaltos.

O resultado do julgamento foi anunciado à 01:35, já de madrugada, este que durou mais de 10 horas até leitura da sentença pelo juiz Fabio Uchoa.

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O traficante foi condenado pelos homicídios de quatro pessoas, duplamente qualificados, por motivo torpe e sem dar chance de defesa às vítimas, e entre elas estavam seu arqui-inimigo Ernaldo Pinto Medeiros mais conhecido como Uê, que liderava outra facção dentro do complexo penitenciário Gericinó, Carlos Alberto da Costa, Wanderlei Soares e Elpídio Rodrigues Sabino, também foram assassinados. Para cada morte pegou 30 anos de cadeia.

A ausência de provas que de fato comprovassem que Beira-Mar cometeu os crimes, foi motivo de muitas discussões entre defesa e acusação durante o julgamento, sendo o tema que prevaleceu na maior parte dos debates. O promotor Bráulio Gregório e a assistente de acusação Fabíola Lima queriam mostrar aos jurados de que o fato de o traficante ter sido o mediador do motim era o indício que o incriminava.

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Já a defesa tentou desqualificar a atuação dos promotores, dizendo que se valiam apenas do conhecimento da mídia tem a respeito do traficante. Fernandinho Beira-Mar se declarou inocente frente ao júri: “cometi vários crimes, nesse, eu sou inocente" disse.

Atualmente o condenado está preso presídio federal em Porto Velho (RO). Devido a isso foi montada uma operação para levá-lo ao Rio, onde ocorreu o processo jurídico. O traficante chegou ao Fórum ainda pela manhã, às 10h15, de helicóptero. Esquema este, que custou R$ 120 mil, 70 mil só em combustível.

Após o julgamento Beira-Mar deixou o local de helicóptero, por volta das 2h20, com mais 120 anos em sua ficha, mas que no Brasil tem pouca valia, já que no país não há prisão perpétua, podendo ele deixar a prisão depois de trinta anos cumpridos em regime fechado. #Justiça