Um novo conflito entre gangues coloca nas manchetes os morros da Coroa e do Fallet. Santa Tereza deixa de ser manchete por causa de seu alegre Carnaval e volta a cair na realidade dos fuzis espalhando balas perdidas, tirando a vida de pessoas inocentes.

Foram registradas duas mortes. O conflito dá sequência à tentativa de invasão de facção rival, no tráfico de drogas do morro do Fallet, que já havia deixado o final de semana manchado, com quatro mortes e cinco pessoas feridas. Ontem, domingo, 10, o conflito voltou a se reproduzir.

Um dos mortos tem 20 anos de idade, mais uma vida promissora jogada na vala comum dos mortos pelo tráfico.

Publicidade
Publicidade

Levadas ao Hospital Municipal, os jovens já chegaram lá mortos. Familiares estão agora à espera de esclarecimentos dos fatos. A vendeta poderá render outros mortos, em um espetáculo que nunca sai de cartaz nos morros cariocas.

Na chuva de siglas policiais, que nada resolvem, a CPP (coordenadoria das unidades de polícia pacificadora, segundo alguns uma verdadeira milícia) informou que o COE (Comando de Operações Especiais) está reforçado na região para evitar novos conflitos. Já os policiais da UPP (Unidade de polícia pacificadora) do local, fazem rondas pelas vielas da favela.

Muitas siglas, poucas soluções. Voltando um pouco no tempo, entre os feridos da sexta-feira, 1º de maio, está uma grávida de cinco meses, atingida no Tórax e ainda internada. Sabe-se lá por qual trama do destino, nada aconteceu com a criança, que já irá nascer com uma marca.

Publicidade

Menores que jogavam futebol e deviam ter em suas sacolas um pouco de bagulho a ser distribuído, também saíram feridos (eram três jovens de pouca idade).

Parece que não há uma solução para que estas pequenas tragédias se repitam diuturnamente nas favelas estabelecidas nos morros cariocas. Seus moradores, muitos dos quais tem belas visões de uma natureza pródiga, parecem ter se acostumado a viver sem nenhuma perspectiva futura e sujeitos a balas perdidas. Eles estão próximos do céu, mas levam a vida como se fossem moradores de um inferno, cujas chamas chamuscam também a periferia. Até quando? #Ataque #Violência