Quem anda pelas ruas das cidades, o que na atualidade inclui até ruas calmas de cidades do interior, sabe do cuidado que tem que tomar.

Sempre que uma pessoa é atropelada, a primeira pergunta é: de quem é a culpa? Do motorista? Do pedestre? Levando em consideração a desigualdade que a força de um carro apresenta, em relação à estrutura física de um ser humano, é possível concluir que, todo o cuidado dos motoristas é pouco e dos pedestres mais ainda.

Um quadrimestre de 2015 já passou, mas a impressão é que apenas um mês transcorreu desde as festivas entradas. Ele foi eleito como o mês no qual as pessoas devem se conscientizar que é preciso tornar o trânsito mais seguro e diminuir os acidentes.

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Somente a necessidade de algo do tipo, indica que as coisas não andam como deviam na sociedade atual, o que não é mais nenhuma novidade para mais ninguém. Os motoristas devem colocar o fitilho amarelo na antena, em lugar bem visível. Os pedestres na gola da camisa em ponto bem visível.

A sociedade, sim ela mesma, foi convidada a participar de debates sobre o trânsito, trazendo sugestões que eles fiquem mais seguros. O convite fica registrado e reforçado.

Tradicionalmente a cor amarela é utilizada como alerta, tal como ela é representada nos semáforos. A escolha do mês não foi tão aleatória assim. Além da relação da cor com a atenção, a propaganda divulga que o mês foi escolhido por ter uma ligação com a história de segurança no trânsito.

Em maio de 2011, a ONU decretou a década de ações para a segurança no trânsito.

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A meta não é nada humilde em seus objetivos quando considera a banalização da vida humana pelo próprio ser humano. Mas ela é humilíssima quando se trata do valor que tem uma vida humana. A ONU propôs reduzir em 50% os acidentes de trânsito em todo o mundo.

No mesmo mês ocorre a semana mundial de segurança do pedestre, que termina amanhã. Ela tem nome importante: campanha Zenani Mandela (a filha do grande Nelson, lembram dele?). Espera-se que ela não termine com a triste notícia da morte de mais algumas pessoas idosas, por cima de quem passam motoristas céleres, alguns cegados pelos vapores etílicos, cientes de que nada ou pouco sofrerão por isso. Eles (os atropeladores) que o digam.

Mas no restante do mês de maio, pelo menos neste mês, sejamos cuidadosos. Pode ser que se tome gosto pela coisa e os pedestres sejam mais respeitados. Principalmente os mais velhinhos, ainda que eles continuem a sina de que, quando velhos, ficarem alquebrados e mais lentos em seus reflexos. Assim é a vida. Que ela não termine em algum asfalto, nas quebradas da vida é desejo de todos. #Educação