Nos últimos tempos, temos ouvido falar muito sobre o aumento da #Violência e da insegurança no país. A primeira verdade é que infelizmente o Brasil é um dos países mais violentos do mundo. Segundo os dados do Estudo Global de Homicídios 2013, realizado pela ONU (Organização das Nações Unidas), proporcionalmente somos responsáveis por mais de 10% de todos os homicídios praticados no globo, e ocupamos a ilustre cadeira de 16º país mais violento do mundo.

Para ficar mais claro do que estamos falando, somente no estado de São Paulo, entre 2013 e 2014, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública, quase 10 mil pessoas foram vítimas de homicídio doloso, e isso é realmente preocupante.

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No Brasil em 2012, foram ao todo 56.337 mortes por homicídios, o maior recorde desde o ano de 1980. Esse número representa 29 mortes para 100 mil habitantes. Uma epidemia de mortes, já que o índice considera "não epidêmico"o número de 10 mortes para 100 mil habitantes.

É bem verdade também, que conjuntamente nos parece crescer a cada dia, a conhecida indústria da violência e da insegurança pública. Programas e canais de televisão, especializados em retratar, muitas vezes em tempo real, atividades como assassinatos, furtos, roubos, sequestros e outros crimes, praticados nas ruas das grandes cidades do nosso país. A #Mídia sensacionalista, de manchetes e imagens sangrentas, já conquistou horário fixo e garantiu audiência no cair da tarde.

Talvez estejamos vivendo no Brasil, uma síndrome da insegurança pública.

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A cada nova manchete do noticiário, a notícia de novos assaltos e assassinatos fazem com que estejamos a cada dia com mais medo, e quem lucra com tudo isso? As empresas responsáveis pela segurança privada, que obtiveram crescimento superior a 70% nos últimos 10 anos, segundo o IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. São sistemas de monitoramento por câmeras, armamento e contratação de seguros que nos dão a falsa ideia de proteção e segurança. A mídia que produz o medo é a mesma que lucra com segurança privada, por que será, não? #Crime