Estourou como uma bomba a notícia da investigação e atuação da Policia Federal em processos de acidentes de trânsito para recebimento do seguro DPVAT, em três estados brasileiros.

O seguro é cobrado de veículos para cobrir eventuais acidentes ocorridos no trânsito. O que vem sendo descoberto é que as empresas que disponibilizam serviços para organizar as diligências necessárias para a recepção em dinheiro do seguro. Assim, profissionais peritos da área médica, policiais e advogados formavam grupos criminosos. Segundo a PF, isso se encaixa em crimes de formação de quadrilha, estelionato, falsificação e uso de documentos públicos, corrupção ativa e passiva, e facilitação ou permissão de senhas de acesso restrito a terceiros.

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Entre os locais visitados na operação, estão as empresas Acitrânsito e Santana Seguros em Montes Claros, Minas Gerais.

A operação ocorre nas cidades de Almenara, Bocaiuva, Brasília de Minas, Capelinha, Capitão Eneas, Coração de Jesus, Corinto, Cristália, Curvelo, Diamantina, Espinosa, Francisco Sá, Janaúba, Januária, Japonvar, João Pinheiro, Juiz de Fora, Lontra, Manga, Minas Novas, Mirabela, Monte Azul, Paracatu, Pirapora, Porteirinha, Ribeirão das Neves, Salinas, São Francisco, São João da Ponte, Sete Lagoas, Taiobeiras, Turmalina, Várzea da Palma, Rio de Janeiro, Guanambi e Urandi, envolvendo os estados de Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro.

Já havia se tornada notória a ascensão econômica dos escritórios que atuavam no setor de cobrança do DPVAT, que é um direito do acidentado e que não precisa de nenhum intermediador, sendo-lhe facultativo contratar um intermediador.

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A investigação conseguiu descobrir fraudes de acidentes que ocorreram em situações diversas e não em trânsito, e que eram mascarados com finalidade de recebimento de valores do seguro.

A moralização das atividades é, sem dúvida, uma batalha árdua assumida pela Polícia Federal brasileira, Ministério Público e Poder Judiciário. Descobrir as falcatruas não deve ser tão complicado quanto a punição dos meliantes. #Crime