Elaborado conjuntamente pelo PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e a Secretaria Nacional de Juventude - SNJ, o Mapa do Encarceramento é um raio X do perfil da população carcerária no Brasil.

No período analisado, entre 2005 e 2015, houve um aumento de 74% da população carcerária. Em números absolutos, no ano de 2005 haviam 269.919 pessoas presas, já em 2012 em todo o território nacional, haviam 515.482 encarcerados. Entre as unidades federativas, em 2012, o estado de São Paulo era o responsável pela maior concentração de presos, com uma população carcerária de 190.828, quase um terço do país.

Esse crescimento da população carcerária no Brasil foi impulsionado principalmente pela prisão de jovens, com poucos anos de estudo, na maioria negros.

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A faixa etária que mais foi presa é de jovens de 18 a 24 anos, dos quais, 61% já estavam condenados, 38% eram presos provisórios que aguardam o julgamento e 1% estão sob medida de segurança. Em 2012, mais da metade da população carcerária do país, tinha menos de 29 anos.

Já em relação à escolaridade dos presos, durante todos os anos do período analisado, a maioria dos detentos não haviam concluído nem o ensino fundamental e somente 1% deles obtinham curso superior. A pesquisa revelou também que os negros são mais presos dos que os brancos, em 2012, 60% dos presos eram negros. Além disso, embora o número de homens presos seja maior do que o número de mulheres, o crescimento da população carcerária feminina foi de 146%.

Também foram analisados os tipos de #Crime mais frequentes pelos quais os presos respondem no sistema carcerário brasileiro.

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Este também pode ser considerado um indicador da seletividade penal, uma vez que as prisões se concentram em determinados tipos de crime, como o patrimonial, enquanto o crime de homicídio, por exemplo, tem baixo índice de esclarecimento e, consequentemente, de punição. Dos crimes que motivaram prisões 50% são relacionadas a questões patrimoniais (furtos e assaltos) e 20% a drogas (especialmente tráfico), os crimes contra a vida motivam apenas 12% das prisões. #Violência #Sistema prisional brasileiro