No último dia 26 de junho, o Primeiro Ministro Grego, Alexis Tsipras disse que o país: “responderá ao ultimato dos credores europeus se orientando na vontade do povo grego.” Por quê foi dito isto, o que acontece de tão grave neste país europeu ou mesmo no continente? No próximo domingo, 05 de junho, o governo grego pedirá ao povo que referende ou não a proposta dos credores em relação ao país, mas já adiantou Tsipras, que as negociações econômicas dos últimos dias só provaram que os objetivos de "parceiros/instituições" eram unicamente a “humilhação de todo um povo” e não, chegar a um acordo bom para todos. 


Por outro lado, críticos de diversos segmentos da sociedade mundial afirmam que não só os países ricos da #Europa, como o BCE e o FMI mentem descaradamente sobre como se originou a dívida grega, o empréstimo e pagamento para o país, veiculando fantasias mitológicas (mentiras), tais como:


I) O dinheiro da Europa para salvar a Grécia não foi bem para isto. Por exemplo, que dos 254 bilhões de Euros enviados à Grécia, somente 27 bilhões foram para o Estado. Foram jogados no lixo, 45 Bilhões por meio das medidas de redução do déficit criadas pela Troika, o que falhou e afundou ainda mais o país. Cerca de mais de 180 bilhões foram para o sistema financeiro. Isto é: a cada dez euros que foram injetados na Grécia, um euro somente foi para o povo grego e os outros nove, salvaram o sistema financeiro, principalmente bancos franceses e alemães. O dinheiro não foi para a Grécia e agora o país é que tem que pagar o assalto da "salvação econômica"?


II) A culpa de tudo o que está acontecendo é do partido político de esquerda Syriza. Só que a #Crise grega não é de agora, e antes quem estava no poder eram socialistas ou de centro direita, amicíssimos dos maiores Armadores que não pagam impostos e evitam de empregar mão-de-obra grega nas suas embarcações, pagando assim, salários menores. O Syriza, ao contrário, tem poucos meses no poder e vem tentando informatizar sistemas fiscais da Segurança Social para evitar a evasão de divisas.


III) Os capitalistas dizem que a Grécia quer uma exceção e não pode haver exceções, porém só tem ocorrido exceções para a Grécia (todas negativas), já que o país não está nos mercados porque não tem acesso ao Quantitative Easing, ou seja, à liquidez do BCE que os demais países têm e também não possui a dívida assegurada pelo BCE no mercado secundário como têm todos os outros países. O BCE retém sim, 1.900 milhões de Euros gregos ilegalmente.


IV) Que o Syriza é intransigente! Mas quem o é, são os banqueiros. Por exemplo, agora, o que está dividindo a Grécia dos outros países é 0,5% do PIB grego, correspondendo a 0,01% do PIB europeu, sem que estes banqueiros cedam e não cedem, porque os gregos não querem cortar mais pensões que já foram cortadas em 60% para proteger os pensionistas. Quer cortar sim, os contratos militares e é impedido devido a proteção dos ricaços para com as grandes empresas alemãs que desejam continuar sangrando a Grécia com contratos militares obscenos.


Os políticos europeus continuam a dizer na sua maioria que a Europa está bem e que nenhum mal sucederá ao continente, mas não é isto que revelam também as situações da Itália, Espanha, Portugal, Irlanda. Que falácia! Continuam impondo uma política econômica injusta aos povos locais e paralelamente, morrem pessoas no Mediterrâneo. Ou se adota, não uma política decente, mas uma humanidade decente, caso contrário, não só a Europa vai pelos ares, mas toda sociedade humana.
#União Europeia