Esta semana Barack Obama deu continuidade ao processo de reestabelecimento das relações entre os Estados Unidos e Cuba. O evento parece ter recebido apoio de todos os líderes de todas as Américas. O evento foi considerado um passo importante. Até o Brasil, sempre concordante com tudo o que vinha de Havana acabou sendo citado. O presidente americano destacou a visita da presidente brasileira que ocorreu esta semana e voltou a referenciar o Brasil ao se referir a pesquisas de opinião pública que eram favoráveis à paz entre Cuba e o país norte americano e outras medidas que estão sendo tomadas em paralelo.

A partir deste destaque, o Itamaraty para não ficar de fora, declarou na imprensa internacional que considera que esta reaproximação poderá ser muito vantajosa para todos os países americanos.

Destaques à parte, parece que os únicos contrários foram os próprios americanos. Os republicanos, adversários do atual presidente, apresentaram projeto de lei a terça-feira passada (2 de julho) que proíbe o uso de fundos para a abertura de uma embaixada ou qualquer tipo de representação em Cuba.

A proposta impressionou e foi tida como uma manobra do partido republicano para prejudicar as relações diplomáticas entre os dois países, rompidas há quase 50 anos. Quem sabe a presidente Dilma se solidarize e "empreste" a título de fundos perdidos o dinheiro para os cubanos. O partido dos trabalhadores parece estar bem afeito a estas atividades. É o que comprovam os conchavos demonstrados pelo desmascaramento da corrupção no país.

Como tudo gira em torno da política e esta é movimentada pelos lobbies existentes nos congressos pelo mundo afora. A proposta teve apoio do lobby de exilados cubanos, que são contrários à retomada das relações diplomatas. O representante deste lobby, Mario Diáz-Balart, de origem cubana, desenvolveu as "negociações" para a apresentação da proposta. Outro envolvido é o senador Marco Rubio, que tem expectativas de concorrer à presidência americana. Obama já avisou que irá vetar o projeto e parece que ele ainda tem força política para tanto. Resta esperar para ver o que irá acontecer nos próximos dias. #EUA