O site WikiLeaks divulgou, nesta sexta-feira (31), mais uma atividade de espionagem desenvolvida pela NSA – National Security Agency, a agência de segurança norte-americana. Em entrevista concedida, o premier do Japão Shinzo Abe relatou o fato. Ele apresentou os alvos que eram objetos destas atividades de “escuta”. O premier revela o propósito de, nesta tarde, apresentar protesto oficial do governo japonês. Mesmo frente a um alto volume de denúncias, estas atividades continuam sendo desenvolvidas, apesar das reações contrárias dos países envolvidos. Mas a denúncia é necessária para, pelo menos, apresentar uma face que o governo americano pretende esconder.

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Nosso país já foi privilegiado com estas atividades. Elas continuam, como bem o demonstra o conhecimento norte-americano sobre as atividades da Odebrecht, uma das envolvidas na operação lava-jato. O fato mais grave parece ter acontecido com a espionagem de 29 membros do governo da presidente Dilma. Ela recomendou que era melhor que o fato fosse esquecido, revelando um pragmatismo político frente a alguns benefícios conseguidos em sua última viagem aos Estados Unidos. Até artistas brasileiros famosos são envolvidos nas atividades de espionagem da agência.

Desta vez os alvos da atividade foram funcionários do alto escalão do governo nipônico, líderes de empresas de destaque e o Banco Central daquele país.  Nesta ocasião 35 alvos foram colocados sob observação americana.

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O fato repete o que aconteceu também na França e Alemanha. Todos eles países aliados dos norte-americanos.

Ao obter conhecimento detalhado de estratégias políticas e decisões tomadas sobre o desenvolvimento econômico dos outros países, o governo norte-americano pretende obter informação. Que é considerada a mercadoria de maior valor na sociedade atual. Ela permite que o governo americano mantenha “controle” do que é feito em termos de política internacional, a partir do que acontece no “quintal” dos aliados.

As informações assim obtidas são recompiladas e registradas. Estas informações estruturadas são utilizadas na sequência para que, mesmo sem autorização dos países diretamente envolvidos, o governo norte-americano tome decisões mais favoráveis a interesses econômicos e bélicos.

É esperado para a tarde desta sexta-feira uma reação do governo japonês. Será mais um a demonstrar a sua insatisfação com a agencia de segurança americana e mostrar ao mundo no que está baseada a liderança americana. A soma de incidentes diplomáticos deste teor, torna mais dificultada as tarefas diplomáticas desenvolvidas pelo governo Obama. #Opinião