Está em foco o discurso de Hillary como parte de sua campanha política. O fato aconteceu no dia 13 de julho, na New School em New York City. Para os analistas políticos mais experientes, declarações, como as que ela fez na ocasião, podem colocá-la em risco. A intenção da candidata era delinear a sua visão econômica para o período de seu governo. Segundo os analistas políticos ela não foi feliz em sua tentativa. Ela pode ficar distante de seu sonho de se tornar a presidente dos americanos.

Alguns consideram que o candidato da oposição, o democrata Martin O´Malley, ganha pontos a cada erro cometido pela candidata. A capitalização dos erros da candidata poderão se transformar em votos para o democrata.

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Ted cruz é outro que está na espreita.

Um dos erros foi a investida contra as empresas startups criadoras do Uber e do Lyft. Eles trabalham com serviços de táxi corporativos. A crítica velada pareceu uma tentativa de evitar que o empreendedorismo inovador seja uma realidade. Isto vai contra o desejo de muitos americanos que estão desempregados.

A candidata se coloca contra as prioridades de quem quer ser seu próprio patrão. São pessoas que desejam trabalhar nas horas que consideram mais importantes. Os votos destes cidadãos podem representar uma perda importante. Além disso eles podem levar junto outras pessoas que irão se revoltar contra a proibição de obter transporte colaborativo a preços mais favoráveis.

O candidato dos democratas, prudentemente ou quem sabe de forma inteligente, nada comenta.

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Ele está na espera de outras declarações da candidata, até a efetivação dos debates democratas. Será quando O´Malley, certamente, irá utilizar estas declarações em seu favor.

A candidata se coloca contra a comunidade de tecnologia. Antagoniza os ambientalistas. Ao se colocar contra a "geração millenials" e contra os profissionais de classes criativas, que acabam sujeitos a leis de defesa de mercado e são impedidos de tomar iniciativas independentes, ela vai contra a maré.

Analistas consideram que a economia do futuro estará centrada em atividades de relacionamento, ligação e partilha. Eles revelam que as verdadeiras razões por trás das declarações (infelizes) da candidata, presta conta aos lobbies das grandes companhias. Elas não querem perder associados e os valores das contribuições que eles fazem. Caso consigam trabalhar de forma independente, provavelmente deixarão de serem associados e contribuir com as entidades de classe.

A candidata parece ter se colocado em um espaço de trabalho muito pequeno.

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Ela não pode contrariar os lobbies. É deles que vem a maior parte do dinheiro para a campanha. Por outro lado, também não pode contrariar aqueles que desejam empreender de forma colaborativa. Mas foi por inépcia própria ou de seus orientadores políticos que ela se colocou nesta condição. Voltar pelo mesmo caminho não parece ser boa solução, além de revelar fraqueza de propósitos. Enquanto isso a campanha corre solta. Os adversários esperam novas gafes. #Opinião #EUA