A dor da madrasta e do pai de Cleidenilson Pereira da Silva parece não ter fim, ver o filho ensanguentado, amarrado e morto depois de ser espancado por populares por um suposto assalto, é uma imagem aterrorizante que não sai da cabeça dos dois.

Sem passagens pela polícia

 Segundo apurações feitas pelo jornal Extra RJ, Cleidenilson, não tinha passagens pela polícia, era muito querido pela família, vizinhos e amigos e todos estão chocados com a barbárie cometida pelos populares da região. A suposta tentativa de assalto cometida por Cleidenilson, deixou a todos os seus conhecidos surpresos e sua morte brutal causou indignação para aqueles com conviviam com ele.

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A madrasta de Cleidenilson, Maria José Gonçalves Pires e seu pai Antônio Pereira da Silva moram em uma casa bastante simples, no Bairro João de Deus, a família é bastante humilde, moravam todos juntos, inclusive com seu irmão de criação. 

Como colocam a cabeça no travesseiro, depois do que fizeram com ele?

Maria José relata entre lagrimas que machucaram muito seu filho, Cleinilson a considerava como mãe, ela foi quem cuidou dele desde os dois anos de idade. Ela disse "Vocês não sabem como estava a cabeça do meus filho, estava toda quebrada, eu não aceito isso. Como estas pessoas conseguem colocar a cabeça no travesseiro a noite?" E volta a chorar copiosamente. Antônio também está inconformado com a morte do filho, fala que "Se ele realmente estava errado, que chamassem a polícia, para que fosse preso e pagasse pelos seus erros, mas ser morto da maneira covarde como foi não é #Justiça." 

Justiça

A família pede por justiça, que o linchamento seja apurado e que os responsáveis sejam julgados pelas leis vigentes no país, infelizmente Cleinilson não teve essa chance, de se defender e ser julgado.

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Segundo Antônio, ele não quer vingança e chega a demonstrar misericórdia com aqueles que participaram do linchamento, "que tenham paz no coração para não fazer de novo".

Fingiu de morto para continuar vivo

De acordo com o menor de idade que estava junto com Cleinilson, ele fingiu de morto até a chegada da polícia militar, para não continuar sendo agredido até a morte, foi só por isso que sobreviveu.

A polícia continua investigando

A Delegacia de Homicídios de São Luis, continua investigando sobre o suposto assalto e em busca dos participantes do ato de linchamento, o delegado responsável pelas investigações, Guilherme de Souza Filho, disse que já tem alguns dos suspeitos identificados, segundo ele os responsáveis serão indiciados por homicídio culposo, quando há a intenção de matar e qualificado já que a vítima não teve chance de defesa. #Crime