Segundo a revista ‘Vanity Fair’, a ativista pelo direito da raça negra, Rachel Dolezal garantiu em entrevista recente que sua identidade ‘não é somente uma roupa’, ela também nega os boatos que estava simplesmente fantasiada de negra.

Há bem pouco tempo Rachel esteve no centro de uma polêmica racial, ela foi acusada de tentar se passar por negra mesmo sendo de origem caucasiana.

Seus pais, Larry e Ruthanne deram uma declaração à imprensa dizendo que a filha mentia sobre ser de origem negra e que estaria querendo ser quem não era de fato, eles garantem que depois de ter se separado do marido, em 2004 ela passou a mudar de aparência e mostraram fotos de Rachel mais jovem com os cabelos lisos e claros.

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Após a declaração dos genitores, Dolezal, que já presidiu a sucursal de spokane da Associação Nacional para o progresso de Pessoas de Cor (NAACP), preferiu se afastar do cargo.

Eles ainda afirmaram que ela é descendente de tchecos, suecos, alemães e americanos, mas da raça negra não possui nada.

‘Eu não sei física e espiritualmente, mas desde criança as minhas lembranças mais antigas são de uma grande conexão com a raça negra e isso jamais me abandonou. Não é uma coisa que eu possa colocar e tirar. Não é como se fosse uma roupa’, concluiu a ativista.

Após renunciar ao cargo na NAACP, em junho passado, Dolezal declarou que sua luta pelo direito dos negros era ‘maior’ que a história de uma só pessoa e solicitou que todos apoiassem uma campanha que a NAACP estava lançando na ocasião.

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Rachel foi substituída pela vice, Naima Quarles-Burnley e recebeu o apoio da Associação que através de um porta-voz, afirmou que não era necessário ser negro para ocupar o cargo de dirigente regional.

Durante a entrevista a ativista garantiu que ‘já teve seus anos confusos querendo saber quem de fato era, como viver e dar sentido a sua vida, mas agora a confusão passou’.

O caso polêmico de Rachel Dolezal trouxe novamente à tona uma pergunta complicada: O que torna uma pessoa negra?

É uma questão de seus antepassados ( como nos Estados Unidos), de aparência ( como no Brasil) ou de sua própria escolha, como parece ser o caso dessa americana? #Opinião #Comportamento