Vivemos em uma sociedade marcada pela mídia. Existe hoje a mídia interativa, que se expandiu com a revolução tecnológica. Temos a influência que os meios de comunicação exercem sobre nossas mentes, sejam eles meios de comunicação de massa ou não.

Convivemos com uma mutação do capitalismo, que já era essencialmente selvagem, e hoje torna-se o algoz de grandes massas da sociedade contemporânea.

Estamos caminhando para, como população mundial, virarmos uma imensa aldeia global. Podemos enxergar claramente a população urbana se transformar numa população “24 horas online”, com o crescimento galopante dos estabelecimentos comerciais abertos 24 horas por dia.

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Fazemos parte do que se chama “Sociedade Informatizada”, estando assim inseridos no contexto da Internet, do notebook, da realidade virtual, do celular digital e da evolução da comunicação mundial como um todo.

Esses são alguns dos ingredientes que compõem o cenário perfeito para a proliferação do que chamamos hoje de “Explosão do Marketing” - fenômeno que traz em seu bojo os pressupostos do processo que procura atualizar a mensagem do evangelho e a postura da #Igreja aos novos rumos da contemporaneidade.

A estrutura socioeconômica do país frente a necessidade da população é o fator determinante da reorganização da #Religião. Por isso vemos práticas religiosas antigas sendo resgatadas e acompanhadas de técnicas modernas de gestão empresarial. Atualmente existem várias megaorganizações empresariais-religiosas neste contexto.

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Tais igrejas ocupam o “espaço vazio”. Dissidentes ou não de outras denominações prosseguem. Anunciam que o bom crente é o que oferta com o coração e com o cartão de crédito; afirmam que quem não é generoso para com Deus, quem não dá o dízimo não poderá contar com a generosidade divina, onde a lógica da contabilidade é mais enfatizada do que a gratuidade multiforme do amor de Deus.

Essas igrejas usam importantes estratégias de marketing, dentre elas a segmentação. Segmentação é a divisão do mercado em segmentos compostos de clientes com características homogêneas.

Os seus pastores sabem como conquistar o prestígio e a confiança do povo, estrategicamente fazem pregações bem-humoradas, usam uma linguagem popular, cheia de imagens e comparações e utilizam técnicas inspiradas em livros de propaganda e em programas de auditório. Nessa área eles sempre inventam campanhas, slogans, símbolos quase sempre associados a objetos e gincanas para arrecadação de recursos.

A vibração e a integração se assemelham às que ocorrem numa arquibancada ou platéia, num jogo ou num show.

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Os exageros cometidos trazem consigo uma deslegitimação do transcedente, deslegitimação essa que dá lugar a uma nova religião: a “religião de mercado”. Know how mercadológico eficiente e uma bem preparada assessoria fazem de tais Igrejas máquinas empresariais de sucesso.

Há que se ressaltar que os segmentos mais conservadores do cristianismo não são cúmplices de tais abordagens, antes, pelo contrário, até mesmo as denunciam eloquentemente em suas palestras.

http://br.blastingnews.com/sociedade-opiniao/2015/07/estatua-do-capeta-gera-polemica-e-protestos-em-detroit-00473853.html.

http://br.blastingnews.com/sociedade-opiniao/2015/07/conheca-mais-sobre-o-facegloria-00495583.html

Contudo, a força desse movimento é inquestionável, e não se sabe ainda quantas modificações na essência do cristianismo acontecerão por conta da 'marketização' desenfreada da fé. #Comportamento