As últimas notícias no Brasil orientam a um possível fim do #Governo Dilma a partir de agosto, tanto que lideranças do PMDB e do PSDB já discutem sobre possíveis saídas. Existem vários cenários que podem determinar a queda de Dilma Rousseff, dos quais podemos destacar dois: a corrupção na Petrobras investigada pela Operação Lava Jato que aponta possíveis irregularidades na campanha eleitoral de 2014 e as chamadas "pedaladas fiscais", que nada mais são que manipulações com o objetivo de ocultar o desequilíbrio nas contas do governo, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal de 2000 que determina o impeachment, se comprovada a irregularidade.

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Porém há muitas notícias sobre os processos em andamento e gostaria de lançar uma pergunta. O que acontecerá após a queda de Dilma?

Independente de como será o processo de transição para o novo governo, se haverá ou não um governo provisório, é urgente que se pense em uma diminuição progressiva da intervenção estatal na economia e na vida particular dos indivíduos. O que talvez possa acontecer no médio prazo, pois ainda não haja um grupo de orientação liberal que tenha força política para chegar ao Palácio do Planalto, uma cultura de liberdade vem se formando no país nos últimos anos e que deu seu sinal mais forte nos protestos de março deste ano.

Provavelmente, no curto prazo, os social-democratas do PSDB ou do PMDB hão de governar este país e já tem sido eficientes em reduzir a marcha revolucionária do PT, pois mesmo que se tenha aprovado medidas que criam direitos a uma determinada classe, o governo não pode impor sua agenda de transformação da sociedade conforme gostaria.

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Mas a social-democracia não é a solução para o Brasil, pois esta também deseja alcançar o socialismo via medidas pontuais, com o Estado de bem-estar social, que mina aos poucos a responsabilidade individual e fortalece o Estado.

Eis alguns exemplos:

  • Adquirir educação é responsabilidade de qualquer pessoa, mas em uma social-democracia, o Estado trata a educação como um direito do indivíduo e impõe um modelo de educação;

  • Cuidar da saúde é o dever de cada um, nas social-democracias, o Estado provê um sistema de saúde socializada como o SUS, que não funciona, pois a demanda por serviços médicos é infinita, mas os recursos são limitados;

  • Todos deveríamos nos atentar para poupar para a velhice ou cuidar dos pais em idade avançada, mas os social-democratas, com seus sistemas de Previdência Social que não se sustentam por si, tem cumprido esse papel, mas não se sabe até quando conseguirão;

  • As social-democracias regulamentam fortemente alguns setores da economia, e, no Brasil, foram criadas principalmente durante o governo Fernando Henrique. Dentre os setores regulados estão, petróleo e gás (ANP), energia (ANEEL), comunicações (ANATEL), transportes terrestres (ANTT), planos de saúde (ANS), entre outros, o que impede a livre concorrência e eleva os preços dos produtos e serviços.

A conclusão é que o Brasil precisa de mais liberdade econômica, pois ela trará a prosperidade que este povo merece.

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Temos muitos recursos naturais, uma capacidade empreendedora muito grande e muitas oportunidades deixam de ser aproveitadas pela deletéria intervenção estatal. #Opinião #Crise econômica