O assunto em foco é o "suposto" tráfico de influência internacional e no Brasil. São fatos que ocorreram durante as viagens de #Lula ao exterior. Eles ocorreram após Lula deixar a presidência, mas ainda com influência para interferir "a favor", devido seu prestígio. O estudo analisa favorecimentos que podem ter ocorrido. Esta parece ter sido uma das poucas, senão a única brecha, até o momento encontrada, na blindagem que protege Lula de envolvimento contra denúncias de corrupção.

A queda desta barreira poderá derrubar outras. O antigo metalúrgico do ABC que antes levantava bandeiras contra a corrupção e tráfego de influência encontra-se sob procedimento investigatório criminal.

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Isto significa que o Ministério Público Federal passa a ter como prerrogativa, utilizar contra Lula, todas as ferramentas investigativas possíveis.

A empreiteira Odebrecht está diretamente envolvida com atividades de favorecimento. A acusação é que ela se beneficiou com facilitação de negócios no exterior. Isto envolve os governos estrangeiros que utilizaram o prestígio do ex-presidente. Estão relacionados países da África e da América Latina. Outro envolvido na trama é o BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Se não surgir nenhuma delação premiada pode ser que tenha que ser percorrido um longo caminho. Nele certamente as autoridades irão encontrar dificuldades. Isto se deve à expansão que o fato poderá ter. Poderão ser derrubados peões que protegem reis e rainhas, no tabuleiro de xadrez que rege as atividades políticas em nível mundial.

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O comitê que direciona a vida política do ex-presidente já investiga possibilidades de que o fato prejudique a sua tentativa de reeleição.

O Instituto Lula se demonstra surpreso. Mas esta é a maior surpresa no fato. Pois é sabido que ele está diretamente envolvido com estas atividades. O pedido de esclarecimentos foi efetuado em maio. Quase dois meses se passaram sem que fosse retornada alguma posição oficial sobre o assunto. Na semana que passou alguns documentos foram entregues, mas parece não terem sido suficientes.

Ao não levar em consideração a gravidade das acusações, considerando que no mínimo ocorreu tráfico de influência, o Instituto demonstra não acreditar que o caso terá prosseguimento. Ele pode estar cometendo um grave erro de posicionamento que pode agravar o caso. Resta esperar qual será o nível de blindagem que nesta ocasião irá acontecer. Ele poderá ter não ter força suficiente para esclarecer fatos. Eles podem revelar nomes de importantes pessoas ligadas à área econômica. Um dos principais suspeitos, além dos diretores da Odebrecht, é Luciano Coutinho, dirigente do BNDES. Caso a barreira da blindagem do ex-presidente caia de vez, como desejam algumas pessoas, muitas outras personalidades também poderão cair. Resta esperar a evolução dos fatos. #Opinião