Imagine-se chegando à padaria e pedindo um presunto que comece com a letra "S". Qual será que o padeiro lhe daria? Sadia ou Seara? 
Com este mote, os publicitários da agência WMcCann criaram um VT em que uma família passa por esta situação, e crianças brincam com o padeiro pedindo para que ele adivinhe qual marca de presunto começa com "S" e termina com "A", e ele adivinha que a família queria Seara.

BRF Sadia ingressa processo contra Seara

Assim que a campanha entrou no ar no final de semana de 04/07, começaram a surgir as críticas ao comercial, que faz alusão clara à marca concorrente e, também, opiniões que consideram a estratégia ousada e inovadora, vinda de uma marca que conta com Fátima Bernardes como garota-propaganda.

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Antes de utilizar as vias judiciais, a Sadia recorreu ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), no entanto, a organização decidiu que a propaganda não violava nenhuma regulamentação.

Os advogados da BRF, das marcas Sadia e Perdigão, ingressaram então com um processo judicial contra a JBS, da Seara, argumentando que a empresa teria tentado usurpar um atributo da marca ao apropriar-se de um elemento de seu slogan, que é o "S" e que, inclusive, está registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em nome da Sadia.

Comentários no Facebook da Seara também foram utilizados como prova pelos advogados da Sadia, ao modo em que os internautas diziam que também achavam que o "presunto com S" realmente seria Sadia, corroborando assim com a confusão na cabeça do consumidor que os advogados afirmavam acontecer.

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Liminar condena Seara

Na sexta-feira (08), o juiz Douglas Ravacci decidiu que "a peça publicitária induz o consumidor a pensar na marca rival", e por isso ordenou, em caráter liminar, que a peça seja retirada do ar imediatamente.

Caso a Seara não retire o comercial das TV's, será condenada a pagar uma multa de R$ 50 mil por dia.

Por meio da assessoria de imprensa do Grupo JBS, dono da Seara, foi informado que o departamento jurídico ainda não havia tomado conhecimento da decisão judicial.

Até a manhã do dia 11/07, o vídeo continuava disponível no Youtube e contava com mais de dois milhões de visualizações. #Negócios #Televisão #Comunicação