O ex-ministro José Dirceu, preso novamente nessa segunda-feira, 3, engrossa a fila de políticos envolvidos com o escândalo de #Corrupção da Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato.

José Dirceu já representou um símbolo de lutas pela democracia no país. Homem forte do Partido dos Trabalhadores (PT), sempre teve influência nos destinos da nação, desde que o PT assumiu o poder, no primeiro mandato do ex-presidente #Lula. De ícone do partido à vergonha nacional, entenda a trajetória de Dirceu, de líder estudantil a bandido, condenado por esquema de propinas.

Conforme divulgado no portal BBC Brasil, José Dirceu nasceu em Passa Quatro, Minas Gerais, mas aos 15 anos, se muda para São Paulo e três anos depois, em 1964, no início do período da ditadura, começa a estudar Direito na PUC, logo se tornando líder estudantil.

Publicidade
Publicidade

Em 1968, já como presidente da União Estadual de Estudantes (UEE), é preso durante o 30º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), realizado, clandestinamente, em Ibiúna-SP. Um ano depois é solto, junto com mais 14 presos políticos de esquerda, conforme exigência dos sequestradores do então embaixador americano, Charles Elbrick, sequestrado em setembro de 1969.

Após solto, é banido do Brasil e vai viver exilado em Cuba. No entanto, volta escondido ao país, por duas vezes, entre 1971 e 1974. Depois de fazer diversas cirurgias plásticas no rosto, muda a identidade e passa a morar em Cruzeiro Alto, no Paraná. Em 1979, com a Lei de Anistia, sai da clandestinidade.

Em 1980, ajuda a fundar o PT, onde ocupa diversos cargos. De secretário de formação política, secretário geral do partido a presidente do partido, a partir de 1995, por quatro vezes.

Publicidade

Dirceu volta à universidade e em 1982, conclui o curso de direito. Envolvido na campanha das Diretas Já, é um dos principais articuladores que pede a eleição direta para presidente da República.

Em 1986 é eleito deputado estadual por São Paulo. Em 1990, chega à Câmara dos Deputados e é um dos signatários do requerimento que pede a abertura da CPI contra Paulo Cesar Farias e que culminou com o impeachment do então presidente Fernando Collor.

Em 1994, concorre a governador de São Paulo e é o terceiro mais votado. Em 1998, volta à Câmara Federal e em 2002 se reelege deputado federal. Nesse mesmo ano, coordena a campanha de Lula à presidência da República. E vence.

Em 2003, passa a ocupar o cargo mais importante do governo Lula, ministro-chefe da Casa Civil. Fica no cargo até 2005, quando acontece o escândalo do mensalão. Dirceu é acusado de ser o mentor do esquema que envolvia desvio de recursos e pagamento de mesada a políticos em troca de apoio no Congresso. É cassado e fica inelegível por oito anos.

Publicidade

Dilma Rousseff o substitui na Casa Civil.

No final de 2012 é condenado a sete anos e onze meses, em regime semi-aberto, por corrupção ativa e formação de quadrilha no processo do mensalão. Em 2014, após ficar 354 dias preso, passa a cumprir prisão domiciliar.

Em 03 de agosto de 2015, Dirceu volta à cadeia, após sua empresa, a JD consultoria, ser investigada por receber "pagamentos" das empresas envolvidas na Operação #Lava Jato, que investiga os escândalos de corrupção na Petrobras. Os delatores Milton Pascowitch, Julio Camargo e Alberto Yousseff citam o ex-ministro em seus depoimentos e confirmam os repasses de propina.

A Polícia Federal e o Ministério Público suspeitam que José Dirceu é o cérebro por trás do esquema da Petrobrás, assim como foi no processo do mensalão.

José Dirceu começou roubando hóstia. Gostou e não parou mais.