Entre os anos de 2000 e 2010, houve um aumento no número de crianças e adolescentes, entre 10 e 17 anos, trabalhando nos estados do Norte e Centro-Oeste do Brasil. O Amapá teve um aumento de 67%, sendo o maior da pesquisa. Já nos anos de  2012 e 2013, houve uma queda de 12,3% no #Trabalho escravo infantil no país.

Mas, mesmo assim, este problema ainda afeta cerca de 3,1 milhões de crianças entre 5 e 17 anos de idade. Estes dados foram divulgados pelo (IBGE). Segundo uma pesquisa realizada pela OIT em 2015, o número de crianças trabalhando no mundo chegou a 168 milhões. Sendo que 5 milhões de crianças trabalham em condições de escravidão. 

Nas grandes cidades é possível encontrar crianças trabalhando em suas próprias casas, nos faróis, em depósitos de fábricas e balcões de lojas.

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Além disso, muitas são levadas pelo tráfico ou atividade sexual. Já na zona rural, as crianças são obrigadas, desde cedo, a trabalhar nos canaviais, na mineração, nas carvoarias, entre outras atividades. 

O trabalho escravo infelizmente atinge muito o Brasil. Ele está presente nas áreas rurais e atinge famílias sem condições econômicas. É ai onde entra o trabalho escravo infantil. Crianças entre 5 e 17 anos são obrigadas a trabalhar para fazendeiros em situações precárias que vão desde a falta de saneamento básico até a falta de assistência médica, além da péssima alimentação.

Milhões de crianças e adolescentes geram todos os dias lucros para quem os explora, tendo sua dignidade desrespeitada. Estas crianças têm a infância interrompida para trabalharem como adultos. Elas crescem revoltadas e ameaçadas.

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Quando estes trabalhos são remunerados, elas recebem um valor muito baixo por um trabalho exaustivo.

Este problema atinge muito o Brasil atual e acontece em fazendas isoladas em rotas de fuga. Os alojamentos são precários, a água que eles bebem é suja e barrenta, o que pode gerar contaminação e várias doenças. 

Ao invés de estarem na escola e vivendo sua infância, estas crianças e adolescentes perdem este direito. A boneca e a bola muitas vezes são trocadas por um facão para cortar a cana, uma enxada para trabalhar na roça. As mãos pequenas são marcadas por bolhas, machucados, ou seja, são calejadas.

No meio de tanta modernidade, ainda existe em várias partes do país crianças e adolescentes que não têm acesso ao básico, como a tecnologia. É revoltante ver que milhões deles são tratados como escravos por fazendeiros, que lucram tanto com o trabalho destes pequenos. Esta é a triste realidade das regiões mais pobres e em extrema miséria do nosso país. 

Lugar de criança não é em carvoarias, mineração ou em qualquer outro trabalho.

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Criança é feita para brincar, aprender, sonhar. Viver a infância é fundamental para um crescimento saudável e feliz. Uma criança sem infância cresce revoltada com todos e acaba se distanciando de um futuro bom. Um adolescente precisa estudar, buscar um futuro melhor para si, aprender a viver tudo aquilo de melhor que a adolescência proporciona. Crescer como pessoa, aprender com os erros e com as vitórias.

Porém, infelizmente, milhões de crianças neste exato momento se encontram em outra situação. É triste olhar para a realidade delas, mas não podemos fechar os olhos. Muitas infâncias e adolescências serão interrompidas por conta do trabalho infantil ou trabalho escravo. Todo e qualquer tipo de trabalho que seja realizado por crianças podem ser denunciados pelos disque 100. Vamos denunciar. #Opinião #Blasting News Brasil