Desde o seu primeiro capitulo, Babilônia, causou tumulto. Com chantagens, mortes e beijo homossexual, resultando em várias críticas negativas, aparecendo de vários lados manifestações de conservadorismo nunca visto antes. No entanto, a novela Babilônia deveria ter sido bem aceita. Mas por que houve tanta rejeição?

Babilônia quis inovar, mostrar os extremos os seres humanos: a maldade e bondade. Por um lado, Beatriz (Glória Pires), uma mulher fria, calculista, assassina, ou seja, o extremo da maldade; do outro lado, Regina (Camila Pitanga), uma mulher que lutava pela justiça sem usar de artimanhas ou cometer atos criminosos.

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Foras os outros personagens que pelas suas escolhas poderiam ser vistos como pessoas de má índole, sem respeito para com quem quer que seja, no entanto, eram pessoas exemplares no caráter, no caso dos personagens Teresa (Fernanda Montenegro), Rafael (Chay Suede) e outros que poderem ser bem quistos, mas faltava-lhes respeito, caráter como Aderbal Pimenta (Marcos Palmeira) e Consuelo (Arlete Salles). Quis mostrar que por trás de uma boa aparência nem sempre é de fato verdade, mostrar até que ponto um indivíduo é capaz de chegar para se dar bem, para conseguir validar seus objetivos. De uma certa forma, Babilônia teve influência do Realismo-Naturalismo.

Porém, o resultado foi inverso do que os autores imaginavam, pois não contavam que a maior parte do público fosse rejeitá-la por entenderem de modo completamente errado a proposta do folhetim.

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Notoriamente muitos desistiram de acompanhá-la devido ao beijo protagonizado, logo no primeiro capítulo, pelos personagens Teresa (Fernanda Montenegro) e Estela (Nathália Timberg), daí partiram em criticar os outros núcleos da novela, do prefeito corrupto, vilãs inescrupulosas, prostituição, mocinhos justiceiros e etc. Afirmando que incitava a sociedade a agir de maneira igual, a agirem sem o menor escrúpulo, que era uma afronta contra a “família tradicional brasileira”, que não assistia por ser a favor “da moral e dos bons costumes”.

Todos esses comentários mostram que o Brasil é um país que ainda existe muitas pessoas preconceituosas, e mais, que parte da sociedade ainda não está preparada para obras que instiguem a reflexão, e infelizmente mostra que não está preparada para conhecer a realidade, ou seja, prefere fazer vistas grossas. A novela também pode ter revelado uma sociedade que não tolera a diferença. A intolerância é inadmissível, neste caso especifico, algumas pessoas que assistiam o folhetim foram taxadas de “burras”. 

Enfim, nossa sociedade ainda tem que aprender a ser mais imparcial no que acredita, ninguém é obrigado a assistir, ler ou fazer qualquer coisa que seja obrigado.

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Entretanto, é incabível acreditar que #Novelas ou outras obras de ficção forcem alguém a ser ou seguir o que é mostrado, ou que uma família termina pela mesma.

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Final da novela é criticado e tem baixa audiência. Clique e leia.

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