A Presidente Dilma Roussef anunciou nesta segunda-feira, 24 de Agosto, que em Setembro vai cortar 1000 cargos de confiança e reduzir os atuais 39 para 29 ministérios, reformando também secretarias e autarquias. 

De acordo com a presidente, em discurso reproduzido pelo site G1, todos os partidos, inclusive o PT, serão afetados pelo anúncio. A iniciativa é vista por muitos como tentativa para amenizar a crise que o país enfrenta.

Com a carga tributária afetando a economia, dólar em alta, redução de investimentos privados e queda da renda com aumento de taxas, a pressão se volta para o governo, onde entende o trabalhador que, se seu emprego está ameaçado, porque não acontece o mesmo em todos os lugares.

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O anúncio pode parecer ter pouco efeito prático, mas o exemplo moral deve ser seguido por todo o país como forma de validação das cobranças feitas em protestos, passeatas e panelaços.

Para entender um pouco sobre o tamanho do Estado, só o Congresso Nacional custa R$ 25 milhões por dia em 2015, de acordo com o site Contas Abertas.  Apesar do corte de 1.000 cargos de confiança, espalhados por vários ministérios e secretarias do governo federal, é pouco frente aos 22.500 comissionados e essa redução representa pouco menos que 4% do total de cargos. Mas representa um começo.

Reflexão política - O Vice-presidente da República, Michel Temer, também anunciou que sairá da articulação política, dando por encerrada sua participação nas negociações a favor do governo junto ao Congresso Nacional. O mais duro e difícil para o político peemedebista é estar com o governo e ao mesmo tempo construir a estratégia de campanha para 2018, sem perder o espaço que o PT proporciona, mas também buscar definir sua posição de protagonista ou coadjuvante nas próximas eleições.

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Lava Jato em Brasília mina confiança mútua - Todos os políticos em Brasília estão aguardando desdobramentos da Operação Lava Jato e até onde vai o braço federal na busca por mais provas e envolvimento ilícito de políticos, diretores de estatais, funcionários públicos e empresas. 

Publicidade e Propaganda, Comunicação, Construção Civil, Energia Nuclear, Indústria Naval, Setor Petroleiro são alguns mercados atingidos por ter empresas que fazem parte de uma rede articulada de desvio de verbas e corrupção. O Ministério Público Federal já mostrou por onde o dinheiro circulava até chegar nas mãos daqueles que, de fato, desviaram recursos.

Agora é preciso saber neste caminho as ramificações que ligam políticos e empresários. Enquanto não é anunciado publicamente tudo que se apurou, cabe aos políticos se alimentarem de vazamentos seletivos divulgados pela imprensa, aumentando a tensão cada vez que uma nova reportagem vai ao ar. Dessa forma, todos se veem investigados o tempo todo, seja pelo suspense no ar ou pelo colega que desconfia se ele será o próximo alvo.

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Em tempo - Menos cargos em Brasília pode soar pequeno, agora menos cargos em todo o país representa muito. Se a desculpa era o exemplo, agora não é mais. #Dilma Rousseff #Crise #Reforma política