Por mais que os organizadores, promotores de rodeios e vaquejadas, ou rinhas, farra do boi, os artistas que vibram com esses eventos e cobram cachês milionários para levar público, toda a crueldade cometida contra #Animais nestes eventos são preocupantes, e vivemos um momento de guerra entre os favoráveis e os ativistas da causa animal para tentar impedir que tais espetáculos se transformem em “cultura nacional”.

A guerra ocorre porque a  sugerida cultura dos rodeios e vaquejadas, da farra do boi, inclui a forte conexão entre a crueldade com animais. Em 1985, por exemplo, Kellert & Felthous constataram em pesquisa que a #Violência era bem mais comum entre os que apresentaram um histórico de crueldade com animais desde a infância.

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Ao se falar de fontes fidedignas, citar a Associação Psiquiátrica Americana, que publica o DSM IV, o CID 10, que fornecem a classificação internacional de doenças, obrigatoriamente seguidas por profissionais de saúde do mundo inteiro, dispensa apresentações e até questionamentos.

Desde a década de 70, nos Estados Unidos, foi oficialmente reconhecido pelo FBI -Federal Boreau of Investigation - que pelo menos 80% dos assassinos em série e criminosos violentos mataram ou torturaram animais antes de atingir o ser humano. Tais pesquisas levaram o FBI a afirmar que, quem fere um animal pode perfeitamente ferir uma pessoa, já que 80% dos assassinos e criminosos iniciaram essa trajetória torturando, mutilando e matando animais.

Em 1986, a WSPA (World Society for the protection of animal – Sociedade Mundial de Proteção Animal) patrocinou uma nova pesquisa de Felthous & Kellert, e alertou para o fato de familiares e educadores acreditarem que a violência contra animais, cometida até por crianças, como matar um pombo, queimar um ninho de formigas, bater no gato, puxar as orelhas do cão é uma fase normal e passageira.

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No entanto, esses atos contra animais na infância já são há tempos reconhecidos como uma psicopatologia. No caso de rodeios e vaquejadas, as crueldades são cometidas e estimuladas nesses espetáculos as custas do sofrimento animal levam a sociedade a desenvolver uma frieza perigosa.

O Departamento de Psicologia da Universidade de Erlangen, na Alemanha, desenvolveu um estudo com agressores sexuais juvenis e suas experiências com pets, a fim de avaliar essa relação entre violência contra animais e contra o ser humano, comprovando que a crueldade com um animal é mesmo sintoma de uma mente doentia.

Conforme dados da New Jersey Division of Youth (Divisão da Juventude de Nova Jersey, USA) dos constantes tiroteios, envenenamentos e agressões físicas em colégios dos Estados Unidos, houve uma unanimidade: todos os adolescentes criminosos já haviam cometido atos de violência contra animais.

Para a brasileira Nina Rosa, cujo instituto é fonte de alta credibilidade, a educação humanitária é negligenciada em sociedade e nos sistemas educativos: “O termo educação humanitária não se resume a um melhor tratamento e respeito pelos animais, mas compreende a compaixão para com animais, pessoas e meio ambiente.

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É preciso entender que o respeito pelos animais e pelas pessoas está interligado; desenvolve cidadãos responsáveis, torna as pessoas sensíveis às sensações/sentimentos de outros seres e, portanto, mais conscientes do impacto das suas ações sobre os outros”.

Após toda essa comprovação científica, e em meio a guerra entre os favoráveis a esses eventos e os ativistas que repreendem, fazem passeatas, abaixo assinados e campanhas nacionais para acabar com tudo isso, fica a pergunta para o leitor comentar: É essa a “cultura” que governantes e a sociedade brasileira pretendem oferecer aos seus filhos? #Opinião