Um acontecimento bárbaro marcou o início da semana em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Um pastor evangélico de 52 anos foi preso por estuprar um garoto em troca de um par de chinelos e videogame. O agressor era tio-avô do menino e já teve passagem pela polícia por cometer o mesmo crime, que lhe rendeu anteriormente a pena de 14 anos e, há quase um ano já estava em liberdade condicional. 

Toda situação deixou a família e vizinhos chocados. Segundo o pastor, o estupro teria sido pela ‘glória de Deus’. Os pais deixaram a criança na casa do irmão da avó para irem trabalhar e, um primo teria visto a agressão sexual e avisado outros familiares.

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Os policiais foram acionados e o homem confessou a ação. A criança foi submetida à exames de corpo de delito, que por sua vez também confirmaram o ocorrido. Caso seja condenado novamente, o homem poderá ter pena estabelecida em 8 anos, sem direito à condicional.

Crimes em baixo do seu nariz 

Imaginar que casos de abuso sexual contra crianças não acontecem ao nosso redor é hipocrisia. Infelizmente, esses casos são mais comuns do que se imagina e podem gerar danos irreparáveis, traumas para a vida inteira. Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), a cada ano ocorrem aproximadamente 100 mil novos casos de abuso com crianças e adolescentes.

Em sua maioria, os casos de abuso acontecem dentro do ambiente familiar e, devido a proximidade, a criança se sente acuada em contar a outra pessoa.

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Em muitos casos, ela ainda não consegue entender o que aconteceu. Por esse motivo, a nova lei garante que a vítima possa fazer uma denúncia até os 38 anos de idade, assim, a prescrição do crime que dura 20 anos começa a valer a partir dos 18 anos.

Pessoas que presenciem alguma situação parecida devem ter cautela ao fazer a denúncia. Primeiro é preciso ter certeza das informações, pois acusar terceiros é algo sério que poderá complicar a vida de quem é vítima de uma denúncia falsa, como acontece em casos onde a vizinhança decide fazer justiça com as próprias mãos. Só uma investigação apurada e laudos poderão avaliar se a acusação procede. #Opinião #Investigação Criminal #Casos de polícia