Há pouco falava-se sobre respeito à #Religião. Isto porque determinados grupos de cristãos sentiram-se absolutamente ofendidos por uma transgênero que optou por desfilar crucificada como uma alegoria aos sofrimentos que pessoas como ela sofrem durante suas jornadas.

Óbvio que, como se fossem eles próprios os representantes de uma divindade intolerante e cruel, este grupo de pessoas interpretou a alegoria como uma ofensa e uso inapropriado de um símbolo do qual se apropriaram.

A reação da sociedade brasileira a respeito da questão? Gigantes reflexões a respeito de ser ou não agressiva ou legítima a atitude daquela pessoa, tanto em iniciativas individuais quanto em veículos maiores de comunicação.

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Ótimo, a discussão e a reflexão fazem bem em qualquer contexto. Enquanto isto, na casa de legislar quase pessoal do amigo Edu, surge um projeto contra a “Cristofobia”.

Não sobre o preconceito religioso. Sobre o preconceito a este símbolo específico.

Enquanto as categorias de transexualidades vivem sob uma expectativa de vida inferior à metade da expectativa geral da população nacional, a medida urgente foi proteger quem morreu há quase dois milênios e deixou um legado que moldou a moralidade intolerante de metade do mundo – a mesma moralidade que reduz tão violentamente a expectativa dos não adequados.

Pouco tempo depois, uma menina foi agredida com um pedrada ao sair de uma cerimônia umbandista sob coros de que ela passaria sua vida eterna no inferno.

Obviamente, grandes meios apenas noticiaram, não discutiram.

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Como é de se esperar, ela não é protegida pela corajosa medida de nossos deputados. E há, ainda, quem defenda que o Brasil teria a responsabilidade de deter uma bomba atômica.

As diferenças religiosas no país não são uma questão simples de se analisar. Tal complexidade deve-se ao fato de a religião despertar, por natureza, algum tipo de sentimento. Falam mal do que acredito? É pecado. Falam bem do que desprezo? Mídia corrupta, que força todo tipo de crueldade humana. Matam, agridem e maltratam em prol do que não creio que ainda possa existir? Grande tristeza. #Opinião #Blasting News Brasil