Foi realizada no último domingo, 16, a passeata para os que não concordam com o governo. A convocação da "oposição" foi feita pelas redes sociais e também por chamadas na Televisão aberta. Por outro lado, movimentos sociais estão demonstrando apoio a presidente, junto com simpatizantes ao governo.

Recentemente, a "Marcha das Margaridas" reuniu 100 mil mulheres em apoio a Dilma. Se de um lado a tendência é dar voz aos descontentes, do outro o objetivo é depositar mais um voto em Dilma, o voto de confiança.

Um cenário econômico retraído e casos de corrupção sendo expostos maciçamente pela mídia são os resultados de desgaste político e sintoma de quando não se agrada a todos a união se esfarela.

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Também contribuiu para a instabilidade o eficiente sistema de investigação (jamais visto no país), capitaneado  pela Polícia Federal e ancorado no Juiz Federal Sérgio Moro, sendo um ambiente fértil para aprofundar investigações, prisões, grampos telefônicos e delações.

Já é a 18ª fase da Operação Lava Jato, já suficiente para instaurar um "salve-se quem puder e antes você do que eu" na política, ambiente tão melindroso e instável.

Paralelo a isso, vemos uma enxurrada de declarações de responsabilização do atual cenário do país, como se isso fosse culpa de uma única pessoa. Personalizar o problema pode ser a saída encontrada para evitar o enfrentamento da corrupção endêmica.

Temos nas redes sociais o mais alto grau de exposição ácida de todos os lados. Direita ou Esquerda retroalimentando o discurso de seus líderes políticos, que se expõem em uma ditadura das palavras, esquecendo eles que o que dizem se transformam em ações reais de xenofobia, preconceito, homofobia e isso é traduzido em ações de vandalismo, ataque a dignidade e lesão corporal.

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Nossos políticos não podem usar a tribuna, seja ela real ou virtual, para incitar o debate de classes ou alimentar a massa com palavras subliminares para se degladiarem nas ruas. A polarização esquerda-direita que conhecemos e aprendemos nos balcões universitários trata de pontos de vistas diferentes sobre a condução do país ou de uma nação.

Debates sobre a ideologia, linha filosófica e doutrinas partidárias formam o discurso por mudanças ou renovação política nas eleições e projetos coletivos.

A responsabilidade política deve ser mais ampla, democrática e alimentar o discurso maduro, propositivo e interessante o suficiente para tornar o eleitor ou cidadão mais sensato sobre sua responsabilidade também sobre a política. Afinal, na democracia é o voto que define o futuro de todos.

O espírito democrático é sim o melhor instrumento estabelecido para fazer as vozes e demandas da sociedade, sejam minorias ou maiorias.

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http://br.blastingnews.com/politica/2015/07/mulher-xinga-dilma-ao-vivo-durante-o-fala-que-eu-te-escuto-00478343.html #PT #PSDB #Crise econômica