Os governos mundiais estão se preocupando no que diz respeito a diminuição da força produtiva nas suas economias, PIB, mão-de-obra, perdas de vida (custos sociais-econômicos) devido a insegurança rodoviária e mortes em acidentes de trânsito. E mais, a dependência extrema das pessoas aos automóveis provocam vários problemas de saúde como: diabetes, obesidade e as doenças cardíacas.

No continente americano, por exemplo, os traumatismos criados por acidentes só perdem em vítimas fatais para os homicídios, tanto que você ao terminar de ler esta frase, alguém terá morrido ou sofrido um sério acidente de trânsito.

A Organização Mundial da Saúde apontou em julho de 2015 que 1,24 milhões de pessoas morrem todo ano em acidentes de trânsito no mundo, mais pedestres, e esse número aumenta ano após ano.

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Entre 20 e 50 milhões de pessoas sofrem algum tipo de ferimento ou sequela. A situação é tão grave que a Assembléia Geral da ONU lançou uma resolução proclamando os anos de 2011-2020 como a Década de Ação para a segurança rodoviária.

Mas, isto não funcionou bem na América Latina, onde estudos revelaram que as condições de segurança rodoviária dessa mesma região são as piores do mundo, com mais de 130.000 mortes e cerca de 6.000.000 de feridos com gravidade anualmente em acidentes de trânsito.

Mesmo com a omissão da mídia quanto a estes fatos, os acidentes de trânsito matam muito mais pessoas do México até a Argentina do que o crime. A média de homicídios na América Latina (20 por 100.000) é menor do que a média de pessoas mortas no trânsito ao ano. O erro humano é a principal causa de mais de 90% dos acidentes rodoviários conforme apontam pesquisas; todavia, os motoristas e outros usuários das ruas não podem ser responsabilizados sempre pelos acidentes, até mesmo porque as estradas são mal concebidas.

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As cidades em crescimento necessitam de urbanistas, engenheiros e especialistas de transporte aptos a projetar ambientes seguros e reduzir os riscos associados a locomoção urbana. O Instituto de Recursos Mundiais nos EUA lançou em julho/2015 um guia com estudos, explicações e propostas de como deixar as ruas e cidades mais seguras, diminuindo assim as vítimas fatais de acidentes no trânsito. Projeto esse que contou, inclusive, com a participação do Banco Mundial e do BID, tamanha a sua relevância no cenário mundial.

Algumas das principais recomendações da publicação são: a redução da velocidade dos veículos, a instalação de ferramentas para diminuir o tráfego, o projeto de ruas mais estreitas, faixas de pedestres elevadas e instalação de ilhas como abrigos para pedestres. Algumas cidades latino-americanas já iniciaram a adoção desses projetos como: Cidade do México; Bogotá e São José. O transporte público também deve passar por mudanças inovadoras, pois além de transportar um grande número de pessoas em velocidades rápidas, devem criar várias alternativas eficientes para a locomoção com segurança.

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Calcula-se que as estradas latino-americanas tenham cerca de 90.000.000 de carros em 2025, e assim, para se evitar o caos, condições reais de segurança têm de ser estabelecidas através de ambientes amigáveis ao transporte público, e o uso de bicicletas, ajudando a melhorar a qualidade do ar e incentivar a atividade física. As cidades mais seguras são as cidades mais modernas e competitivas; entretanto, para se conseguir isso, deve-se primeiro repaginar as estradas e transportes, beneficiando até mesmo o “pior” motorista a chegar em casa com segurança. #Comportamento #Organização Mundial de Saúde